“O Ano da Morte de Ricardo Reis” vai ser adaptado para cinema

Por: Bertrand Livreiros a 2019-04-03 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

José Saramago

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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João Botelho pretende levar para o grande ecrã o romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago. Depois da adaptação de vários clássicos da literatura portuguesa – entre os quais Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, e Os Maias, de Eça de Queiroz -, o cineasta português entrega-se agora a Ricardo Reis e às suas conversas com o fantasma de Fernando Pessoa.

Segundo o site Comunidade, Cultura e Arte, as filmagens já começaram e decorrerão até maio, constando Lisboa, Coimbra e Entroncamento entre as cidades escolhidas para as gravações. Do leque de atores, destacam-se Chico Díaz, no papel de Ricardo Reis; Luís Lima Barreto, como Fernando Pessoa; Catarina Wallenstein na pele Lídia e Victoria Guerra dá vida a Marcenda.

Segundo a revista BlimundaJosé Saramago escreveu “O Ano da Morte de Ricardo Reis” por não estar de acordo com a frase: “Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo”.  “Indignava-me esta espécie de indolência, esta filosofia de vida tão complacente que se me afigurava monstruosa”, escreve o Nobel da Literatura, em A Estátua e a PedraEm 1984, para «demonstrar» que o espetáculo do mundo era terrível, José Saramago publicou o romance que coloca Ricardo Reis a caminhar por Lisboa e a dialogar com o fantasma de Pessoa, enquanto o mundo se encontra à beira do início da Segunda Guerra Mundial e assiste ao início da Guerra Civil de Espanha.”

 

 

Para João Botelho, é indubitável a importância que teve este romance na sua vida, confessando ter ficado “irremediavelmente atingido no cérebro e no coração” com a obra. “Para estar à altura deste notável romance de realismo fantástico, decidi filmar a preto branco, para a verosimilhança e a clareza das luzes, das sombras, dos vários cinzentos onde as personagens se vão mover, aflitos ou entusiasmados. (…) Nos planos finais uma explosão de cores deve permitir transportar o espectador para os tempos contemporâneos”, acrescenta o cineasta, à agência Lusa.

(via Comunidade, Cultura e Arte).

 

O filme deverá estrear em novembro de 2019.

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