O testemunho final de David Attenborough

Por: Beatriz Sertório a 2020-10-23 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

David Attenborough

David Attenborough

Sir David Attenborough, nascido em Londres em 1926, é o naturalista mais famoso do planeta, cuja carreira televisiva está agora na sétima década. Depois de estudar Ciências Naturais em Cambridge, foi trabalhar para a BBC em 1952 como produtor estagiário. Enquanto participava na série Zoo Quest (1954-64) teve a primeira oportunidade de realizar expedições a zonas remotas do globo, para captar imagens muito próximas da vida selvagem no seu habitat natural. Desempenhou as funções de diretor da BBC2 (1965-68) e de diretor de programação da BBC (1969-72), mas abandonou a administração em 1973 para regressar à criação de programas, tendo escrito e apresentado uma série em treze episódios, A Vida na Terra (1979), que traçava a história evolutiva de animais e plantas. A esta seguiram-se muitas outras séries de grande êxito, como Planeta Vivo (1984), Os Desafios da Vida (1990), A Vida Privada das Plantas (1995), Planeta Azul (2001), Planeta Terra (2006) e Planeta Terra II (2016), e o documentário Uma Vida no Nosso Planeta (2020), que analisam todos os aspetos da vida no planeta. Aventuras de um Jovem Naturalista e o seu testemunho e visão para o futuro, Uma Vida no Nosso Planeta, foram publicados pela Temas e Debates.

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“Escondiam-se livros proibidos atrás de prateleiras falsas”: a Bertrand no pré e pós-revolução

Fernando Oliveira era uma “criança” quando começou a trabalhar na Bertrand. A 21 de janeiro de 1973 — tem a data na ponta da língua — era tudo “completamente diferente do que é agora”. Cada ficha de cada livro era feita à mão e até se recorda de ir à estação buscar os livros novos, que vinham pelo correio. Tudo era feito naquela livraria Bertrand, na rua Sacadura Cabral, em Viana do Castelo: “o arquivo, a classificação, o contacto com os fornecedores, com alguns autores também”.

5 coisas surpreendentes que eram proibidas antes do 25 de abril

Para quem não viveu durante este período da História de Portugal, até pode parecer mentira, mas o nosso país era um lugar muito diferente antes de 25 de abril de 1974. Para além das proibições evidentes impostas por um regime ditatorial, como a liberdade de expressão ou de imprensa, havia algumas um pouco mais… fora da caixa. No livro Antes do 25 de abril era proibido, o jornalista António Costa Santos recorda este tempo de restrições em que sentenças como “é proibido”, “não se faz”, “parece mal” ou “é pecado” ditavam as normas e os costumes, muitas vezes com consequências muito sérias para os incumpridores. 

Emílio Rui Vilar — Memórias de Dois Regimes: a edificação democrática contada na primeira pessoa

Emílio Rui Vilar — Memórias de Dois Regimes, editado pela Temas & Debates, revisita a vida do homem que empresta o nome ao título. O livro é uma transcrição de entrevistas que os autores (António Araújo, Pedro Magalhães e Maria Inácia Rezola) fizeram, ao longo de vários meses, a Emílio Rui Vilar, e conta com várias notas bibliográficas de mais de duzentas personalidades, fotografias e documentos que o enriquecem.

Aos 94 anos, o naturalista britânico David Attenborough tem consciência de que a luta pela sobrevivência do nosso planeta está fora das suas mãos. Depois de uma carreira extremamente bem sucedida a ser a cara e a voz de inúmeros programas de televisão sobre História natural, e uma participação ativa em campanhas e projetos que apoiam a causa ambiental, poderia cruzar os braços e delegar essa responsabilidade às novas gerações, sabendo que deixou a sua marca neste planeta. No entanto, David não está ainda preparado para desistir dessa luta.


Tendo nascido em 1926, teve a sorte de viver numa altura em que muita da biodiversidade da Terra ainda estava por descobrir. Desde 1950, altura em que começou a trabalhar como locutor de televisão, viajou pelo mundo inteiro e maravilhou-se com paisagens e espécies de animais até então largamente desconhecidas, que deu a conhecer a espetadores de todo o mundo.

Para si, a realização destes documentários era não só uma oportunidade de apresentar a incrível biodiversidade do planeta ao público, mas também de o educar acerca da extrema importância da sua preservação. Na sua opinião, "para a vida prosperar neste planeta, tem de existir uma imensa biodiversidade. Só quando milhares de milhões de organismos conseguem tirar o máximo partido de cada recurso e oportunidade que encontram, e só quando milhões de espécies vivem vidas que se interligam de modo a sustentarem-se umas às outras é que o planeta pode funcionar com eficiência. Quanto maior for a biodiversidade, mais segura será toda a vida na Terra, incluindo nós próprios".

 

David Attenborough em 1956, numa das suas primeiras expedições.

 

Contudo, ao longo da sua vida, viu as ações dos seres humanos comprometerem de forma preocupante a existência dessa biodiversidade, razão pela qual decidiu dedicar-se ao ativismo ambiental. Para além do trabalho próximo com organizações que promovem esta causa, aderiu, recentemente, ao instagram, para tentar chegar ao público mais jovem, e escreveu um livro dedicado ao assunto. Uma vida no nosso planeta já está disponível, em pré-venda, e inspirou um documentário produzido pela Netflix com o mesmo título, já disponível na plataforma de streaming. Neste, o autor e ambientalista lança o alerta: "o modo como nós, seres humanos, vivemos hoje na Terra está a colocar a biodiversidade em declínio. O mundo natural está a desaparecer aos poucos. As provas estão por toda a parte. Aconteceu durante a minha vida. Eu vi com os meus próprios olhos. E irá levar à nossa destruição."

Escrito no tom acessível e envolvente a que Attenborough já nos habituou nos seus muitos anos de carreira na televisão, este é um livro com uma mensagem urgente para a nossa geração e para as gerações vindouras, e um apelo à ação para evitarmos aquele que é o maior perigo que enfrentamos no nosso século: o declínio em espiral da biodiversidade do nosso planeta. Acima de tudo, é um apelo para não baixarmos os braços, ainda que pareça tarde demais, pois como explica o autor: "ainda há tempo para desligar o reator. Existe uma boa alternativa. Este livro é a história de como chegámos aqui, do nosso grande erro e de como, se agirmos já, podemos corrigi-lo."

 

Assista ao trailer do documentário Uma vida no nosso planeta.

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