Nelson Nunes lê um excerto de "As Intermitências da Morte", de José Saramago

Por: Bertrand Livreiros a 2020-03-23 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

José Saramago

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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Nelson Nunes

Nelson Nunes

Escritor e jornalista, é o autor dos livros Quem Vamos Queimar Hoje?, Isto Não é Um Livro de Receitas, Com o Humor Não se Brinca e Quando a Bola não Entra. Há dez anos a trabalhar na área da comunicação, foi jornalista da revista Focus, produtor na Rádio Renascença, investigador na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e assessor do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol. Atualmente, é criativo na agência de storytelling True Stories e co-apresentador e co-criador, em conjunto com Fernando Alvim, do podcast Com o Humor Não se Brinca. Autor de vários livros de não ficção, Preciosa é o seu primeiro romance.

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Desafiámos os autores a partilharem connosco algumas leituras, levando até aos leitores o poder terapêutico da literatura. Nelson Nunes respondeu ao nosso desafio e leu um excerto de As Intermitências da Morte, de José Saramago.

 


 

Escritor e jornalista, Nelson Nunes é o autor dos livros Quem Vamos Queimar Hoje?, Isto Não é Um Livro de ReceitasCom o Humor Não se Brinca e Quando a Bola não Entra. Há dez anos a trabalhar na área da comunicação, foi jornalista da revista Focus, produtor na Rádio Renascença, investigador na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e assessor do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol. Atualmente, é criativo na agência de storytelling True Stories e coapresentador e cocriador, em conjunto com Fernando Alvim, do podcast Com o Humor Não se Brinca. Autor de vários livros de não ficção, Preciosa é o seu primeiro romance.

 

"Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abralou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu."

 

 

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