Ele, ela ou... | O espectro de cores da existência humana

Por: Beatriz Sertório a 2020-11-23 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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The Art Of Being Normal
13,16€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
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Orlando
14,99€
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Problemas de Género
18,00€
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Cérebro e Género
16,60€
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Beyond Magenta
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Últimos artigos publicados

Porquê ler George Orwell em 2021?

Embora tenham sido muitos os autores do passado a escrever obras de ficção passadas no futuro, George Orwell foi talvez o que chegou mais próximo de ver os seus livros transportados das estantes das livrarias dedicadas às distopias para as de não ficção. Escrita em 1948, a sua obra-prima sobre um regime totalitário controlado pela vigilância permanente do Grande Irmão, 1984, voltou ao topo de vendas nos EUA logo após a eleição de Donald Trump, dando provas da sua relevância e atualidade mesmo passado sete décadas. Em 2021, ano em que assinalamos 71 anos desde a sua morte e a entrada das suas obras no domínio público, multiplicam-se as novas edições de 1984 e A Quinta dos animais, provando mais uma vez que a obra Orwelliana continua viva e recomenda-se. 

Eleições presidenciais | História de um país que emergiu "da noite e do silêncio"

Embora a Primeira República tenha visto nascer a luta pelo direito universal ao voto, foi apenas em 1975, um ano após aquele “dia inicial inteiro e limpo” que Sophia de Mello Breyner viu amanhecer, que se realizaram as primeiras eleições verdadeiramente livres em Portugal. Desde então, esse sonho da democracia que finalmente se fizera cumprir no nosso país, tem vindo a ser consolidado pelo exercício do voto – um direito com o peso de um dever, de um país marcado pela certeza de que “quem adormece em democracia, acorda em ditadura.”Recordamos a propósito das eleições presidenciais que decorrem no próximo domingo, dia 24 de janeiro, algumas curiosidades sobre a História das eleições em Portugal.

O primeiro livrólico e outras curiosidades sobre a História da Leitura

Se para alguns o ato da leitura não é mais do que uma forma de distração e de passar o tempo, um verdadeiro livrólico sabe que pode ser muito mais. Fonte de conhecimento, de prazer, de consolo ou até objeto de subversão, o livro tem sido um dos meios mais valiosos para compreender a civilização e o mundo ao longo dos tempos. Alberto Manguel, autor, editor, tradutor e, em tempos, leitor pessoal de Jorge Luis Borges, quando a visão do autor argentino deixou de lhe permitir dedicar-se à atividade que mais prazer lhe dava, tem dedicado a sua vida aos livros: a lê-los, a escrevê-los, a escrever sobre eles, tendo anunciado, em setembro de 2020, a doação da sua magnânima biblioteca (composta por cerca de 40 mil volumes) à cidade de Lisboa.

Têm surgido cada vez mais evidências de que o género é um espectro e não um sistema binário: masculino ou feminino. À medida que se quebram os preconceitos associados a cada género, continuando a longa caminhada rumo à igualdade de direitos, importa desmistificar várias noções relativas à identidade de género. Cunhado na década de 60, este termo define-se como a perceção pessoal de cada um sobre o seu próprio género, sendo que aos casos em que uma pessoa não se identifica com o género com que nasceu, dá-se o nome de disforia de género.


Embora durante muito tempo tenha sido convencionado que existiam apenas dois géneros, atualmente existem mais de cinquenta termos identificativos, sendo também cada vez mais comum a utilização de pronomes neutros para todos aqueles que não se identificam com os dois géneros tradicionais. De um questionário conduzido pelo The New York Times a cinco mil pessoas, a quem foi pedido que definissem a sua identidade numa única palavra, resultaram mais de cem palavras diferentes, tendo o autor do artigo, Dan Levin, concluído que “a experiência humana é infinita”. Os livros que aqui apresentamos falam sobre todo o espectro de cores da experiência humana, num mundo não mais definido apenas pelo azul e o rosa.


The Art of Being Normal
Lisa Williamson

 

Também direcionado ao segmento jovem-adulto, The Art of Being Normal segue a vida de dois adolescentes — David e Leo —, que sempre se sentiram diferentes. Em casa de David, os pais pensam que ele é homossexual, enquanto os colegas de escola pensam que ele é apenas estranho, mas só os seus amigos mais próximos sabem a verdade: David quer ser uma rapariga. Quando conhece Leo, que se debate com as mesmas questões, nasce uma amizade inseparável, ajudando-se mutuamente a descobrir as suas verdadeiras identidades.

 

Orlando
Virginia Woolf

 

Um clássico da literatura queer, Orlando (Cavalo de Ferro), de Virginia Woolf, narra a história de um poeta que transita do sexo masculino para o feminino e vive durante séculos, tendo a oportunidade de conhecer algumas das figuras mais importantes da história da literatura inglesa. Segundo a autora, a inspiração para esta obra teve origem na sua relação amorosa com a escritora Victoria Mary Sackville-West, que, como Woolf, era membro do Bloomsbury Group, um grupo literário conhecido pelos seus ideais liberais relativamente à sexualidade.

 

None of the Above
I. W. Gregorio

 

Escrito para o público jovem-adulto, None of the Above relata a história de Kristin, uma jovem adolescente que descobre que é intersexo, isto é, que nasceu com características sexuais típicas do género masculino e do feminino. Quando o seu diagnóstico é revelado à escola inteira, Kristin é forçada a questionar toda a sua identidade, resultando num romance inovador que reflete sobre o que significa ser rapaz, rapariga ou algo entre os dois.

 

Symptoms of Being Human
Jeff Garvin

 

Nomeado para vários prémios de melhor ficção jovem adulto, Symptoms of Being Human conta a história de Riley Cavanaugh — rebelde, punk rocker e de género não-binário (ou género fluído). Nuns dias, Riley identifica-se como rapaz, noutros, como rapariga, no entanto, o medo de se assumir perante um pai conservador, leva-o a começar um blogue anónimo para descarregar as suas frustrações. Mas quando a sua identidade é descoberta por um leitor, é forçado a fazer uma escolha: acabar com o blogue que o ajudou a aceitar a sua identidade ou assumi-la publicamente.

 

Problemas de Género - Feminismos e subversão da identidade
Judith Butler

 

Originalmente publicado em 1990, Problemas de Género (Orfeu Negro) é um dos textos mais importantes da teoria feminista e dos estudos de género. Da autoria da filósofa e ativista norte-americana Judith Butler, esta é uma obra pioneira que aborda o conceito de género como performatividade — isto é, como algo que se constrói e que é, em última análise, uma performance. As ideias defendidas neste livro vieram a formar os alicerces da teoria queer, razão pela qual esta é uma leitura indispensável para todos aqueles que se interessem por este tema.

 

Cérebro e Género - Para Lá do Mito do Cérebro Masculino e Feminino
Daphna Joel e Luba Vikhanski

 

Da autoria de Daphna Joel, neurocientista de renome internacional, e Luba Vikhanski, redatora especializada em ciência, Cérebro e Género — Para lá do Mito do Cérebro Masculino e Feminino (Temas e Debates) explora o mito, perpetuado durante gerações, de que as mulheres são profundamente diferentes dos homens. Utilizando os resultados inovadores do laboratório dirigido por Daphna, os autores explicam que cada cérebro e cada ser humano é um mosaico único de características masculinas e femininas, destruindo assim preconceitos frequentemente associados a cada género.

 

Beyond Magenta
Susan Kuklin

 

Neste livro que combina texto e fotografia, a escritora e fotógrafa Susan Kuklin acompanha a vida de seis adolescentes norte-americanos que descrevem as suas experiências pessoais como membros da comunidade transgénero. Considerada uma obra de referência da literatura queer, Beyond magenta alia poderosos testemunhos a fotografias profundamente genuínas dos adolescentes entrevistados por Susan. O resultado é um retrato honesto e emotivo das suas jornadas individuais para descobrir a sua verdadeira identidade, ao mesmo tempo que navegam pelas dificuldades típicas da adolescência.

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