Dom Quixote de la Mancha: A Reinvenção de um Clássico

Por: Beatriz Sertório a 2019-09-28 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Alice Vieira

Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente tendo editado na Caminho mais de cinco dezenas de títulos. Em 1979 recebeu o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa; em 1994, o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen (o mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens). Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projeção nacional e internacional. Foi igualmente apresentada por duas vezes, como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).

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Ler para Viver | 5 sugestões da biblioterapeuta Sandra Barão Nobre para melhorar a sua vida

Neste Dia Mundial do Livro, lembramos a capacidade única dos livros e da literatura de salvar; o minuto, uma vida, o mundo. Foi o poeta e romancista James Baldwin quem afirmou: “Pensamos que a nossa dor e o nosso desgosto não conhecem precedentes na História do mundo, mas depois lemos.” Talvez seja por isso que a bibllioterapia, que  Clarice Caldin define como “o cuidado com o desenvolvimento do ser mediante a leitura, narração ou dramatização de histórias” tem vindo a conquistar cada vez mais praticantes. Afinal, "as coisas que mais nos atormentam, são as mesmas que nos fazem sentir ligados a todas as pessoas que já viveram".

Vem aí a Noite dos Livros Censurados

No ano em que comemoramos 50 anos da Revolução que instaurou a liberdade em Portugal, o Plano Nacional de Leitura quer lembrar autores que foram e continuam a ser censurados ou banidos, em Portugal e no mundo. Durante a semana de 22 a 28 de abril, é lançado o desafio a bares, centros culturais, associações, livrarias, bibliotecas, institutos, teatros e outros, para que organizem noites de livros censurados, trazendo à luz textos e autores que ao longo da História foram votados à escuridão.

5 novos autores portugueses na corrida ao Prémio Livro do Ano Bertrand

Na sua 8ª edição, o Prémio Livro do Ano Bertrand conta com alguma caras novas entre os finalistas. Da seleção de 70 livros apurados à segunda fase de votações, fazem parte cinco estreias literárias de autores portugueses, com obras de diferentes géneros literários, desde a poesia ao ensaio. Fique a conhecer os livros finalistas deste cinco autores portugueses que prometem dar que falar, e se já é Leitor Bertrand tenha atenção ao seu e-mail para eleger os vencedores – as votações começam no dia 3 de abril.

“Num lugar da Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo (…).” É assim que começa um dos mais importantes clássicos da literatura mundial, Dom Quixote de la Mancha , do autor castelhano Miguel de Cervantes . Publicado pela primeira vez em 1605, é considerado o primeiro romance moderno, por ter sido pioneiro na utilização de elementos narrativos como um narrador não confiável ou a metaficção, quebrando  a “ 4ª parede .

Por esta razão e por outras, tem conquistado leitores de todo o mundo, ao longo do tempo, tendo mesmo sido eleito como o melhor livro do mundo num inquérito feito a 100 escritores de 54 países . No dia em que assinalamos 472 anos do nascimento de Cervantes, olhamos para algumas das inúmeras reencarnações desta que é reconhecida como a sua obra-prima. Como poderia dizer o conhecedor de ditados populares e leal companheiro de D. Quixote, Sancho Pança:  “O homem passa, a obra fica” E dentro de cada leitor e amante de livros, há um D. Quixote e um Sancho que caminham juntos, lado a lado, até à eternidade.

 


 

DUAS ADAPTAÇÕES (MALFADADAS) AO GRANDE ECRÃ

Sendo um dos livros mais lidos e traduzidos do mundo inteiro, é apenas natural que vários realizadores tenham tentado adaptá-lo ao grande ecrã. Uma das mais icónicas adaptações da história de D. Quixote ao cinema é a do realizador norte-americano Orson Welles . Inteiramente financiado pelo realizador, Don Quijote   (1957) levou décadas a ser feito e foi o último projeto de Welles, que morreu antes de o terminar. Neste, a história era abordada a partir da perspetiva do século XX, sendo possível ver (no que foi possível restaurar do filme inacabado) uma cena em que D. Quixote e Sancho Pança vão ao cinema. 

Mais recentemente, em 2018, estreou a muito aguardada adaptação de Terry Gilliam , realizador e ator que fazia parte do grupo de comédia Monty Python , The Man Who Killed Don Quixote . Gilliam começou a fazer o filme em 1998, mas a impossibilidade de garantir financiamento para o mesmo, a destruição de cenários e equipamento causada por uma inundação,  a demissão do ator principal devido a uma doença, entre outras dificuldades, fizeram com que este só visse a luz dia quase 30 anos após a produção inicial, e com um elenco totalmente diferente . Esta primeira tentativa falhada está documentada no filme Lost in La Mancha de 2002, que deveria ter sido um making-of do primeiro.

 
 

 

 
48 HORAS A LER DOM QUIXOTE DE LA MANCHA

As mais de 1.000 páginas de Dom Quixote de la Mancha podem ser intimidantes para quem nunca o leu. Contudo, desde 1997 que o Círculo de Bellas Artes de Madrid organiza, anualmente, uma leitura pública em voz alta da obra completa, sem interrupções.  O evento dura cerca de 48 horas e são convidadas várias personalidades relevantes do mundo da política e da cultura para participarem, à vez, na declamação. A leitura é ainda transmitida na rádio e online – é possível assistir à 23ª edição da mesma, que decorreu no passado mês de abril, no vídeo abaixo. Se vir o vídeo até ao fim, terá lido , na íntegra, um dos mais importantes clássicos da literatura. Se já o leu, poderá recordar as aventuras de D. Quixote e Sancho Pança de uma forma diferente.

 

 
 
DOM QUIXOTE É PARA MENINOS

Se há quem ache que os clássicos são maçudos e difíceis de entender, as inúmeras adaptações da obra de Cervantes para crianças são a prova de que todos podem aprender alguma coisa com eles. Em Portugal, podemos destacar duas edições de D. Quixote de la Mancha , para duas faixas etárias diferentes. A primeira, O Meu Primeiro Dom Quixote faz parte de uma coleção que, como indica o título, pretende oferecer às crianças um primeiro contacto com autores e obras literárias importantes (fazem parte desta, por exemplo, O Meu Primeiro Fernando Pessoa , O Meu Primeiro Eça de Queirós ou A Minha Primeira Sophia ). Às ilustrações do famoso humorista Mingote , juntam-se as palavras divertidas e descomplicadas de Alice Vieira , que traduziu a obra do castelhano. 

O segundo, Dom Quixote de la Mancha contado tipo aos jovens dirige-se a uma faixa etária mais adolescente. Contudo, mesmo os adultos poderão desfrutar desta edição da coleção “ Os livros estão loucos “, da editora Guerra e Paz, que reimagina obras já conhecidas do público, com uma linguagem atual e um grafismo inovador.

Seja como for que descubra ou redescubra  D. Quixote , no final, fica a certeza, já enunciada por  Italo Calvino  de que “[u] m clássico é um livro que nunca acaba de dizer o que tem para dizer “.

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