A história da televisão em Portugal confunde-se, até certo ponto, com a história da
Rádio e Televisão de Portugal
. A RTP começou a fazer emissões experimentais a 4 de setembro de 1956, na Feira Popular de Lisboa. A 7 de março de 1957, passou a ter emissões regulares. e,
a 18 de outubro de 1959, começou a transmitir o
Telejornal
, o
programa de informação mais antigo
do país, com duas emissões diárias – uma de meia hora e outra de dez minutos, no final da emissão.
Com o país ainda em ditadura, havia mais regras de funcionamento do que nas televisões de outros países. Um das regras ainda hoje nos diferencia de outros países da Europa: o
uso das legendas
em detrimento da dobragem. A lei do Governo de
António de Oliveira Salazar
vem de 1948 e era aplicada ao cinema, mas foi transferida também para a televisão. Era proibido dobrar filmes e séries estrangeiros. Alegava-se a defesa da produção nacional, mas não era o único motivo. A população era maioritariamente analfabeta e a legendagem era mais barata do que a dobragem. Além disso, havia, claro, uma facilidade acrescida em controlar e filtrar aquilo que chegava aos espetadores.
Hoje em dia, já há muitos conteúdos na televisão portuguesa que são dobrados, principalmente os conteúdos infanto-juvenis, ou emitidos com
voice over
, ou seja, com um narrador por cima do som original. No entanto, comparado com outros países europeus, temos muito mais conteúdo legendado do que dobrado.