A sensação de dançar ao som de Patti Smith é libertadora, o mesmo acontece quando a lemos e mergulhamos na arte no seu estado mais puro. Cantora, escritora e fotógrafa, Smith é uma figura rara e surpreendente.
A história da autora é marcada pela irreverência. Cresceu nos anos 70, em Nova Iorque, e começou a trabalhar muito cedo. Viveu três grandes amores, a sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe é talvez a mais célebre, pelos seus contornos complexos. Mapplethorpe foi o responsável pela carreira musical de Patti, encorajando-a a unir o universo da poesia à música. Para Patti Smith, a arte é o meio para chegar ao lugar onde o plano da realidade não nos leva, a uma infinidade de mundos possíveis, que só se atingem no exercício de criação. Da vasta lista de leituras de Smith, destacamos algumas das suas preferidas.
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Nadja, André Breton: Esta é uma das obras mais emblemáticas da corrente surrealista, um marco na história da literatura mundial. Nadja é um romance que representa a linha fina entre a verdade e a verosimilhança, o onírico e a realidade. Um amor distópico que questiona os limites do eu, no qual Nadja se perde do plano real, dele próprio.
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Livro do Desassossego, Fernando Pessoa: Patti Smith é apaixonada pela obra de Fernando Pessoa e por Lisboa. O Livro do Desassossego é o cúmulo da genialidade do autor, uma deambulação inquieta pela cidade das sete-colinas, que explora a fragmentação e a angústia existencial do universo pessoano.
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Almas Mortas, Nikolai Gógol: Gógol escreve Almas Mortas com a intenção de fazer um retrato da Rússia, partindo da Divina Comédia, de Dante. A obra ficou apenas pelo primeiro capítulo, definido como Inferno. Uma história sobre o engano, a podridão do homem e a corrupção dos valores morais.
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As Ondas, Virginia Woolf: Qualquer tentativa de descrever a singularidade de Virginia Woolf saberá a pouco. A passagem do tempo é sinónimo da própria existência. Esta obra é uma espécie de reflexão guiada sobre a vida e a sua finitude, figurada no crescimento de seis crianças. É, sem dúvida, uma leitura apaixonante.
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Moby Dick, Herman Melville: Moby Dick é um clássico incontornável que faz parte do imaginário da ficção americana. É uma história sobre a condição humana e sobre o duelo entre a natureza e o homem. Num tempo em que é urgente repensar a exploração dos recursos do planeta, a leitura desta obra é absolutamente pertinente - um exercício de consciencialização.