Em 1782, William Blake conheceu a sua mulher,
Catherine Boucher
, enquanto recuperava de um desgosto amoroso. Embora tenham tido um casamento feliz, Blake é, frequentemente, considerado (juntamente com
Mary Wollstonecraft
e o seu marido
William Godwin
), um dos pioneiros do movimento do amor livre – um movimento de reforma que se iniciou no século XIX e que via o casamento como uma escravidão e pretendia acabar com todas as restrições impostas à atividade sexual.
Defensor da homossexualidade, da prostituição e do adultério, Blake contestava a noção tradicional cristã de castidade e criticava as leis do casamento do seu tempo (sendo que num período mais conturbado do seu casamento, por Catherine não conseguir ter filhos, chegou a sugerir uma relação polígama com uma segunda mulher). Na sua poesia, sugere que as obrigações de fidelidade impostas pelo casamento reduzem o amor a um mero dever, em vez de afeição autêntica. Tendo sido fortemente influenciado pelos ideais românticos, escreve num dos seus poemas, em defesa do poder do amor:
“Se uma coisa ama, é infinita”.