As grandes histórias não se medem aos palmos. Em tempo de férias e de dias longos, sugerimos 10 grandes livros em formato mini. Leve-os para todo o lado, leia-os, cite-os, sublinhe-os, perca as horas dentro de cada página. Vale tudo, menos não ler.
1 - Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson
«Uma obra para aprendermos tudo o que os nossos professores não nos ensinaram.» American Book Review.
Uma pesquisa digna de um mamute, anos de investigação e como resultado… o Big Bang, os dinossauros, o aquecimento global, a geologia, Einstein, os Curies, a teoria da evolução, a gasolina com chumbo, a teoria atómica, os quarks, os vulcões, os cromossomas, o carbono, os organismos ediacaranos, a descontinuidade de Moho, o ADN, Charles Darwin e um zilião de outras coisas. Em linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações, o leitor é conduzido, por este autor extremamente divertido e bem informado, numa viagem através do tempo e do espaço, cujo prato forte é também revelar-nos algumas ironias do desenvolvimento científico. Esta é verdadeiramente uma obra que nos dá a sensação de ter o mundo na palma da mão.
2 - As 100 Melhores Crónicas, de Miguel Esteves Cardoso
Miguel Esteves Cardoso publicou mais de 13 mil crónicas. Estas são algumas daquelas que mais vezes foram fotocopiadas e coladas em cadernos ou roupeiros, as que motivaram mais telefonemas, discussões, namoros e até casamentos, as que vezes sem conta foram enviadas por e-mail e partilhadas nas redes sociais, por nos terem feito rir ou chorar — por, ao lê-las, termos sentido, como só MEC nos faz sentir, que é mesmo isto. Nestas páginas estão os nossos sentimentos, da angústia ao amor, do espanto à saudade; está um universo próprio, cheio de ideias, entusiasmos, certezas, inquietações, ambiguidades e até contradições (no fundo, um universo como o de cada um de nós), mas estão também, e sobretudo, o talento, a inteligência e o humor de um dos maiores escritores que a língua portuguesa já conheceu.
“Em Portugal, como todos os portugueses sabem, é muito raro conseguir seja o que for. Em contrapartida, tudo se arranja.
O arranjar é hoje a versão portuguesa do conseguir. É verdade que «Quem espera, sempre alcança»,
mas, como ninguém está para esperar, em vez de alcançar o que se quer, arranja-se outra coisa qualquer.”
Miguel Esteves Cardoso, in As 100 Melhores Crónicas
3 - As Serviçais, de Kathryn Stockett
Prepare-se para conhecer três mulheres inesquecíveis. Skeeter tem 22 anos e acaba de regressar da universidade. Pode ter uma licenciatura, mas estamos em 1962, no Mississípi, e a sua mãe só a deixará em paz quando a vir com uma aliança no dedo. Aibileen é uma empregada negra que criou 17 crianças brancas. Mas, desde que o seu filho morreu, algo mudou dentro de si. Minny, a sua melhor amiga, é a mulher com a língua mais afiada do Mississípi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma nova e insólita patroa. Estas três personagens extraordinárias vão cruzar-se e iniciar um projeto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres de Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível, cheia de humor, esperança e tristeza.
- Um dia, um marciano sábio vem à terra para ensinar umas coisinhas às pessoas - começo.
- Um marciano? De que tamanho?
- Oh, mais ou menos um metro e noventa.
- Como é que se chama?
- Marciano Luther King.
(...)
- Era um marciano muito simpático, o senhor King. Era parecido connosco, nariz, boca, cabelo na cabeça,
mas algumas pessoas olhavam para ele de maneira estranha e, bem às vezes acho que as pessoas eram mesmo más.
(...)
- Porquê Aibee? Porque eram maus para ele?
- Porque ele era verde.”
Kathryn Stockett, in As Serviçais
4 - Os Crimes da Rua Morgue e Outras Histórias, de Edgar Allan Poe
Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre. Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pelo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano…
5 - Objetos Cortantes, de Gillian Flynn
Recém-chegada de um internamento breve num hospital psiquiátrico, Camille Preaker tem um trabalho difícil entre mãos. O jornal onde trabalha envia-a para a cidade onde foi criada com o intuito de fazer a cobertura de um caso de homicídio de duas raparigas. Há anos que Camille mal fala com a mãe, uma mulher neurótica e hipocondríaca, e quase nem conhece a meia-irmã, uma bela rapariga de 13 anos que exerce um estranho fascínio sobre a cidade. Agora, instalada no seu antigo quarto na mansão vitoriana da família, Camille dá por si a identificar-se com as vítimas. As suas pistas não a conduzem a lado algum e Camille vê-se obrigada a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios fantasmas, terá de confrontar o que lhe aconteceu anos antes se quiser sobreviver a este regresso a casa.
Trailer da adaptação cinematográfica de Objetos Cortantes
6 – A Arte do Silêncio, de Amber Hatch
O silêncio é um bem cada vez mais raro no nosso mundo. Vivemos imersos em ruído: das solicitações profissionais, afetivas e familiares do quotidiano ao burburinho das redes sociais e ao monólogo interior da nossa ansiedade. Esquecemo-nos de que todo este ruído não é natural nem necessário; esquecemo-nos de que o silêncio é sequer possível. Amber Hatch, autora de vários livros sobre mindfulness, explica aqui, num estilo prático e acessível, como cultivar, na agitação das nossas vidas quotidianas, espaço para que o silêncio e a respetiva tranquilidade floresçam e seja possível alcançar não só a quietude literal — encontrar uns momentos e locais ao longo do dia em que não estejamos sujeitos a ruído — como também a figurativa — silenciar a «voz interior» que não cessa de nos dar recados. A Arte do Silêncio é ao mesmo tempo um guia de meditação e um manual para uma vida mais tranquila, plena e harmoniosa.
7 - Os Pecados do Pai - As Crónicas de Clifton - Volume Dois, de Jeffrey Archer
A Grã-Bretanha está na iminência de declarar guerra à Alemanha. Harry Clifton, na esperança de fugir às consequências de um escândalo familiar e percebendo que nunca poderá casar com Emma Barrington, alista-se na marinha mercante. Quando um submarino alemão afunda o seu navio, Harry e um punhado de marinheiros, entre eles um americano chamado Tom Bradshaw, são salvos pelo Kansas Star. Nessa noite, quando Bradshaw morre, Harry aproveita a oportunidade para enterrar o seu passado e assume a identidade do morto. Nova Iorque, 1939. Tom Bradshaw é preso por homicídio qualificado. É acusado de matar o irmão. Quando Sefton Jelks, um advogado de renome de Manhattan, lhe oferece os seus serviços a troco de nada, não resta grande alternativa a Tom, que não tem dinheiro, a não ser aceitar a sua garantia de uma sentença mais ligeira.
8 - Boleia Arriscada, de Stephen King
Em Boleia Arriscada, Stephen King traz-nos uma compilação de contos alucinantes e de leitura compulsiva. Desde um simples almoço que acaba por se transformar num banho de sangue a uma autópsia em que o cadáver não está propriamente morto, passando por uma estadia num quarto de hotel assombrado e por uma boleia que leva um jovem por caminhos que ninguém quer percorrer, esta é uma obra que cimenta o estatuto de Stephen King como um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
9 - Antologia Poética, de Álvaro de Campos
Nesta antologia reúnem-se as principais obras poéticas de Álvaro de Campos — Opiário, Tabacaria, Ode Marítima e Ode Triunfal —, além de uma larga seleção de outras poesias que lhe foram atribuídas, abrangendo os três períodos principais nos quais se divide a sua obra.
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”
Álvaro de Campos, in Antologia Poética
10 - Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen
Marianne é toda ela coração, sensibilidade e romantismo; Elinor é a encarnação da razão, do bom senso e da reserva. Por entre reveses e amores, cada uma delas será posta à prova e terá de encontrar um equilíbrio — entre a sensibilidade e o bom senso — que lhes permita ser felizes.
Trailer da adaptação cinematográfica de Sensibilidade e Bom Senso, por Emma Thompson
Conheça aqui todos os livros de bolso, com descontos até 30%.