Albert Einstein é, provavelmente, o cientista mais reconhecido de toda a história. O nome dele tornou-se sinónimo da palavra génio, e a equação E=mc² é hoje tão icónica que aparece em t-shirts e canecas por todo o mundo. Mas por detrás da imagem de cabelo despenteado, há uma vida repleta de excentricidades e histórias que nunca soubemos.
Físico teórico alemão, pai da Teoria da Relatividade e Prémio Nobel da Física, Einstein mudou para sempre a forma como compreendemos o universo. Para celebrar o seu aniversário, a 14 de março, partilhamos dez curiosidades sobre este homem tão singular.
1. Nasceu com a cabeça grande e demorou a falar
Quando Einstein nasceu, a 14 de março de 1879, em Ulm, na Alemanha, a mãe ficou alarmada com a forma da parte de trás da sua cabeça, que parecia deformada. Os médicos tranquilizaram-na mas, mais tarde, outro susto terá sido o facto de o pequeno Albert ter demorado a falar: não construía frases completas antes dos cinco anos, e os pais chegaram a recear que tivesse algum atraso no desenvolvimento. O mesmo rapaz viria, décadas mais tarde, a reformular toda a física moderna.
2. Uma bússola muda a sua vida aos cinco anos
Quando tinha cinco anos e estava doente na cama, o pai ofereceu-lhe uma bússola. Einstein ficou fascinado: a agulha apontava sempre na mesma direção, como se uma força invisível a guiasse. Aquele objeto simples despertou nele uma obsessão pelas forças ocultas que comandam o mundo, que nunca mais o abandonou. Décadas depois, continuaria a referir aquela bússola como um dos dois momentos que mais o marcaram em criança, a par do dia em que, aos doze anos, descobriu um livro de geometria que chamou de "o seu pequeno livro sagrado".
3. Reprovou no exame de admissão à universidade
Em 1895, Einstein tentou entrar na Escola Politécnica Federal Suíça de Zurique, mas reprovou no exame de admissão. Fez mais um ano de escola secundária em Aarau e foi finalmente admitido em 1896, graças aos resultados excecionais em matemática. Depois de se licenciar, não conseguiu emprego como professor, e acabou por aceitar um lugar como examinador de patentes no Escritório Federal de Patentes em Berna, na Suíça. Foi durante o tempo em que examinava patentes relacionadas com a transmissão de sinais elétricos que Einstein desenvolveu muitas das suas teorias mais famosas.
4. O Nobel não foi pela Relatividade
Toda a gente associa Einstein à Teoria da Relatividade, mas o Prémio Nobel da Física de 1921 foi-lhe atribuído pelos serviços prestados à física teórica e, em especial, pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico. Há mais: Einstein recebeu o prémio referente a 1921 apenas no ano seguinte, em 1922, porque o comité Nobel decidira em 1921 que nenhuma das nomeações cumpria os critérios exigidos.
5. Nunca usava meias
Einstein tinha as suas excentricidades bem documentadas, e uma das mais conhecidas era a recusa em usar meias. O argumento era simples: as meias fazem sempre buracos, por isso para que serviriam? Quando foi ao estreia do filme Luzes da Cidade, de Charlie Chaplin, em Hollywood, os dois foram aclamados pela multidão. Chaplin terá dito a Einstein: "Aplaudem-me porque me entendem, e aplaudem-te a ti porque ninguém te entende."
6. Foi convidado a ser Presidente de Israel
Após a morte do primeiro Presidente de Israel, Chaim Weizmann, em 1952, o governo israelita, chefiado pelo primeiro-ministro David Ben-Gurion, ofereceu a presidência a Einstein. Ben-Gurion brincou com um assistente: "Tive de lhe oferecer o cargo porque era impossível não o fazer. Mas se ele aceitar, estamos em apuros." Einstein recusou, dizendo que lhe faltavam "tanto a aptidão natural como a experiência para lidar adequadamente com pessoas". Esta recusa pode ter-se prendido também com as sua convicções politicas: apesar de expressar admiração pelo zionismo enquanto projeto, disse numa conferência em 1938 que "preferia muito mais ver um acordo com os árabes com base na coexistência pacífica do que a criação de um Estado judaico."
7. O seu cérebro foi roubado após a morte
Einstein pediu para ser cremado discretamente, para evitar qualquer culto ao seu corpo. No entanto, durante a autópsia realizada em 1955, o patologista Thomas Harvey removeu o cérebro sem autorização prévia da família. Mais tarde, o filho de Einstein concedeu uma autorização retroativa para que fosse estudado cientificamente. Harvey dividiu o cérebro em cerca de 240 partes e guardou algumas delas em frascos durante décadas, transportando-as consigo em várias mudanças pelos Estados Unidos. Em certos momentos, chegou mesmo a levar partes do cérebro de carro até ao Canadá para as entregar a investigadores. A história inspirou livros e documentários e continua a ser um dos episódios mais insólitos da história da ciência.
8. Tocava violino e dizia que, sem a ciência, seria músico
Aos seis anos, Einstein começou a ter aulas de violino, e ele próprio disse que, se não tivesse sido cientista, se teria dedicado à música. Tocava Mozart e Bach com grande prazer, e o instrumento acompanhou-o ao longo de toda a vida. A música não era uma distração, era uma forma de pensar. Muitas das suas ideias terão surgido enquanto tocava.
9. Tinha três nacionalidades
Einstein teve três nacionalidades ao longo da vida: alemã, suíça e americana. Quando um jornalista lhe perguntou como é que as múltiplas nacionalidades tinham influenciado a sua fama, Einstein terá respondido: "Se as minhas teorias tivessem resultado erradas, os americanos diriam que eu era um físico suíço; os suíços, que era um cientista alemão; e os alemães, que era um astrónomo judeu."
10. Dormia dez horas por dia e não aprendeu a conduzir
Einstein dormia habitualmente dez horas por dia, mais do que a média das pessoas e considerava o sono essencial para o trabalho intelectual. Recusou sempre aprender a conduzir, e preferia andar a pé ou de bicicleta. Disse que não via qualquer razão para complicar a vida com um automóvel.
"A imaginação é mais importante do que o conhecimento."
— Albert Einstein