Benny Oh, um adolescente de treze anos, começa a ouvir vozes um ano depois da morte do seu muito adorado pai, um músico de jazz. De início, pertencem às coisas que tem em casa, roupa, enfeites da Natal, comida, e Benny consegue sentir-lhes o tom, as emoções, percebendo que umas estão felizes, mas outras carregadas de sofrimento.
A mãe de Benny, entre a viuvez, as dificuldades financeiras e uma tendência para comprar e guardar coisas de que não precisa, acaba inconscientemente por intensificar as vozes que perturbam o filho, cada mais altas e intrusivas.
Benny escolhe ignorá-las, mas as vozes estas começam a segui-lo também fora de casa, pelas ruas, pela escola, acabando por conduzi-lo ao refúgio da biblioteca pública, onde os objetos são mais educados, respeitando silêncios. Aí, Benny descobre um novo mundo, apaixonando-se por uma hipnótica artista e conhecendo um vagabundo filósofo que o encoraja a fazer as perguntas certas.
Indicado para: amparar processos de perda, luto, dor emocional, desagregação de laços/dinâmicas de família, desorientação, turbulência e adolescência; sensibilizar para quadros de neurodiversidade, esquizofrenia e/ou Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção; combater a futilidade e o pensamento superficial;
Efeitos secundários: valorização da saúde mental; sensibilidade para a diferença e aceitação da diferença; mudança na natureza da relação com os objetos, as coisas em geral; desejos de minimalismo e despojamento; sentimentos de conexão com o mundo natural, empatia, carinho, universalismo e humanismo;
Posologia: diluir a leitura mínima de 20 páginas ao longo de cada dia.