Intimidando pela verve de aríete e pela beleza, Natália Correia simbolizou, como poucos, as inquietações do século XX português. Precoce e radical no pensamento feminino, vítima de efabulações e de mitos, incompreendida e amada, lançou um olhar oracular sobre o seu tempo. Em tertúlias, que eram verdadeiras olimpíadas da confraternização lisboeta, o seu traço aglutinador envolvia, juntamente com o fumo dos cigarros, intelectuais e admiradores, que se irmanavam com párias e malditos em ideias e poemas de vanguarda.
Indicado para: (re)descobrir a vida e a obra de Natália Correia; colmatar lacunas de cultura geral e conhecer melhor Portugal; refletir sobre a vida em ditadura, a censura, a hipocrisia moral e o peso do patriarcado conservador e castrador;
Efeitos secundários: apreço pela liberdade; valorização da irreverência, do inconformismo, da insubordinação, da autonomia, da originalidade e da coerência; acréscimo de força, energia e do espírito reivindicativo;
Posologia: ler ao seu ritmo.