Ao longo de um ano, entre um encontro literário na Póvoa de Varzim e o início da pandemia, ninguém soube do paradeiro de Cristina Pinho Ferraz, escritora extravagante, premiada e temida. Até que, nos jardins românticos do Palácio de Cristal, no Porto, a coberto da copa das árvores, apareceu um corpo enterrado sob a terra, dividido em várias partes.
Porém, a nova investigação do inspetor Jaime Ramos (que entretanto fora substituído na divisão de homicídios) não começa com a descoberta desse cadáver; pelo contrário, obriga-o a recuar no passado, a ouvir testemunhos sobre vaidade, vingança, literatura e ambição, e também histórias de família ou de amor e melancolia.
Indicado para: amparar processos de envelhecimento, aposentadoria e mudanças de vida; atenuar choques geracionais; repensar estereótipos e digerir desilusões relativas ao mundo da literatura, da escrita e do/as autore/as; aliviar quadros de ironia, sarcasmo, desencanto, cinismo e amargura
Efeitos secundários: possível apaziguamento pela identificação com o personagem principal; saudades do Porto (mesmo sendo residente ou trabalhador na cidade); sorrisos provocados pelo sentido de humor
Posologia: Reservar para ler ao serão.