Uma jovem mulher organiza umas férias com a mãe no Japão, onde percorrem Tóquio, Osaka e Quioto: caminham pelos canais nas tardes de outono, esquivam-se de chuvas e vendavais, partilham refeições em pequenos cafés e restaurantes e visitam galerias para verem alguma da mais radical arte moderna. Enquanto isso, conversam: sobre tempo, horóscopos, roupas, objetos, família, distância e memória. Mas as incertezas abundam. Quem estará realmente a falar - apenas a filha? A mãe raramente fala, aparenta ser uma presença fantasmagórica que não parece estar de facto ali. E qual será a verdadeira razão desta viagem elíptica, ou mesmo espectral?
Indicado para: aceitar o carácter subjetivo de todas as memórias; apaziguar tensões entre mães e filhas e sentimentos de desadequação, culpa, hostilidade e ressentimento; amparar processos de envelhecimento; treinar a capacidade de observação e a atenção ao detalhe; aguçar os sentidos; estimular a imaginação; atenuar choques culturais;
Efeitos secundários: desaceleração, relaxamento e introspeção; sensibilidade estética e valorização da beleza das pequenas coisas; sentimentos de carinho, ternura e compaixão; alívio e desejos de emancipação;
Posologia: Reservar para ler num fim de semana de chuva.