Enquanto a Amazon conquista espaços na nossa vida, Jorge Carrión, o autor de Livrarias, publicado pela Quetzal em 2017, visita bibliotecas (reais e imaginárias) e livrarias em todo o mundo e insiste no valor do livro e da sua proximidade como pilares da nossa educação sentimental e intelectual. Neste livro-manifesto, Carrión defende a figura do livreiro e da livraria contra o mundo impessoal da livraria global e algorítmica, ao mesmo tempo que entrevista Alberto Manguel em Buenos Aires, evoca Borges, caminha ao lado de Iain Sinclair em Londres, desvenda os segredos das bibliotecas imaginárias (a de Babel, a de Dom Quixote e a do Nautilus), mostra como as livrarias de Tóquio se reinventam, fala dos livros como instrumento de consolação diante da angústia da internet - e de como a pandemia da Covid-19 passou pelas livrarias de Lisboa.
Indicado para: estimular/alimentar o amor aos livros, o prazer de ler e a sensibilidade estética; descobrir novos autores e títulos; aprender a namorar os livros; alertar para os riscos da ganância, da perfídia, da injustiça laboral e da desumanização;
Efeitos secundários: reflexões sobre a ética inerente à venda de livros; valorização das livrarias independentes e da figura do livreiro; fazer da ida à livraria um programa cultural; redução das compras online; vontade de fazer um detox digital; apreço pela privacidade, independência e liberdade; desaceleração propositada;
Posologia: leitura mínima de uma crónica por dia.