Este romance surpreendente leva-nos numa viagem às vidas das mulheres árabes que vivem nos Estados Unidos e ao impacto que a cultura patriarcal pode ter no seu silêncio, ainda nos dias de hoje.
Em Brooklyn, chegou a altura de Deya, com dezoito anos, se encontrar com potenciais maridos. Embora casar não faça parte dos seus planos, os avós não lhe dão escolha. A única forma de garantir um futuro é por meio do casamento com o homem certo.
A história repete-se: Isra, a mãe de Deya, também não teve escolha quando, ainda adolescente nos anos noventa, deixou a Palestina para se casar com Adam nos Estados Unidos. Deya tenta fazer o que a sua mãe não conseguiu — libertar-se das tradições violentas e misóginas e forjar o próprio caminho. Mas o choque entre culturas vai fazê-la descobrir segredos complexos e obscuros que se escondem na sua família.
Numa narrativa sobre trauma, liberdade e peso cultural, esta é uma história sobre mulheres que continuam a nascer sem voz e que lutam por conseguir resistir às restrições patriarcais projetadas para as tornar invisíveis.
Indicado para: contrariar o patriarcado e os seus efeitos nas mulheres e nos homens; combater a misoginia, a violência doméstica, a masculinidade tóxica, a aversão aos árabes e ao islão, os estereótipos, os preconceitos, o conservadorismo e os tabus
Efeitos secundários: sentimentos de empatia, compaixão e solidariedade; desejos de desabafo, independência, contestação, liberdade e emancipação; reflexão acerca dos traumas transgeracionais, questões de identidade e pertença; catarse e alívio
Posologia: diluir a leitura de 20 páginas (mínimo) ao longo do dia.