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A arte, nas suas várias vertentes, permanece um veículo privilegiado de intervenção política, expansiva e utópica como nada mais. Se temos uma vanguarda, é na arte que se encontra, antes dos comícios, das assembleias e das mesas de votos, e antes até da revolução: esta já existia, engenhosamente codificada na música de intervenção, e era visível também na obra e vida do artista José Dias Coelho, assassinado em 1961 pela PIDE, tragédia denunciada em “A morte saiu à rua”, de José Afonso.
A História foi escrita por homens e sobre os homens. É por isso que, nos livros e manuais escolares, as mulheres nunca chegam aos pés de uma lista gigante de reis, generais, inventores, filósofos, exploradores, papas e cientistas, quase todos homens. Porém, por não ouvirmos falar tanto das mulheres não significa que elas estivessem paradas ou ausentes. Longe disso. O que aconteceu foi um fenómeno chamado “apagamento histórico”. Como as mulheres raramente tinham permissão para escrever crónicas, frequentar universidades ou assinar contratos, os seus feitos foram registados como “anónimos” ou atribuídos aos maridos, pais e irmãos.
Há livros que se leem e há livros que se habitam. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, é daqueles livros-casa. Desde que foi publicado, em 2001, já atravessou mais de 50 línguas, vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo e instalou-se, de forma permanente, na lista de obras mais queridas dos últimos anos.
Redireciona o olhar de leitores de todas as idades para a família, a natureza e o convívio olhos nos olhos. Através dos afetos, celebra a construção de memórias comuns e o tempo partilhado. Um guia para focarmos a nossa atenção no que mais importa.
No melhor pano, cai a nódoa. Aplicada à História, a sabedoria popular lembra-nos de que até um movimento progressista pode não incluir todos nas mudanças que defende para a sociedade. Foi o caso da Revolução Francesa, um marco no devir histórico da Europa e do Mundo. De 1789, pode dizer-se que houve um antes e um depois, sobretudo com a aprovação, pela então Assembleia Nacional Constituinte, da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, como se designava.
"All men are created equal; they are endowed with certain inalienable rights; among those are life, liberty and the pursuit of happiness.” Quando Thomas Jefferson escreveu estas palavras, não proclamava apenas uma independência política: enunciava uma ideia mais exigente do que qualquer mudança de regime — a de que há direitos que antecedem o poder. Quase dois séculos e meio depois, a pergunta mantém-se desconcertantemente atual: quem garante que esta promessa não fica, ela própria, apenas no papel?
Leia a entrevista exclusiva com a historiadora e jornalista alemã Katja Hoyer, a autora de Para Lá do Muro um livro que abre espaço para uma parte muitas vezes ignorada do século XX alemão: o outro lado do muro. Quando pensamos na República Democrática Alemã (RDA), desaparecida aquando da queda do Muro de Berlim, deparamo-nos tendencialmente com uma visão exclusivamente negativa, truncada da complexidade vivida pelo povo da Alemanha Oriental. As quatro décadas de história desta nação colapsam perante o consenso estabelecido sobre a sua unificação com o Ocidente.
O Dia da Mãe está a chegar e reunimos seis sugestões de presentes — entre livros e outros mimos — que as irão sem dúvida emocionar, intrigar e inspirar. Entre obras que celebram o livro, a leituras que convidam à reflexão, passando por um clássico do suspense psicológico, e ainda por livros interativos, para partilhar em família... descubra a nossa seleção para todos os gostos.
Combater preconceitos e alargar horizontes é possível apenas com um olhar mais atento à língua que falamos todos os dias. Um livro para aliviar a falta de cultura e cultivar uma atitude universalista.
Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.
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