Para quem quer conhecer a história que nos trouxe aqui: 50 anos do 25 de abril

Comemorar o 25 de abril é relembrar um dos momentos mais marcantes da história de Portugal, que trouxe a liberdade e a democracia ao país.

 

Para quem quer saber mais sobre esta data simbólica, é essencial conhecer os eventos-chave da Revolução dos Cravos e as músicas que se tornaram símbolos de resistência e mudança, sem prejuízo de descobrir livros cruciais sobre o tema na nossa área dedicada à História de Portugal.

Ramo de cravos, segurados por uma mulher, alusivos ao 25 de abril
Todos os passos até à revolução

O 25 de abril de 1974 marcou um dos momentos mais decisivos da história de Portugal: o fim de quase meio século de ditadura e o início de um novo caminho rumo à liberdade e à democracia.

 

Para entender melhor os acontecimentos que mudaram Portugal para sempre, percorremos a cronologia desse dia inesquecível, desde os primeiros sinais até à queda do regime:

1. A senha

A canção "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, é transmitida no programa "Limite" da Rádio Renascença.

Era a primeira senha para as tropas avançarem para os pontos estratégicos.

2. A contra-senha

A Rádio Renascença transmite "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso.

As forças militares saem dos quartéis e avançam para Lisboa.

3. Ocupação de pontos estratégicos

As tropas tomam o Rádio Clube Português, o Aeroporto de Lisboa, os Correios e a RTP.

O Quartel do Carmo, onde estava Marcelo Caetano, é cercado pelos militares.

4. O cerco ao Quartel do Carmo

O povo enche as ruas de Lisboa e entrega cravos aos soldados.

O general Spinola negocia com Marcelo Caetano, que aceita render-se, mas exige entregar o poder a um oficial de alta patente.

5. Rendição do regime

Marcelo Caetano rende-se e é levado para o Funchal e depois para o Brasil.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) assume o controlo do país.

6. O anúncio da vitória

O MFA comunica na rádio o fim da ditadura e pede ao povo que permaneça em casa para evitar confrontos.

 

“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos.

Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos!” 

 

Salgueiro Maia

 

 

cravo
Nos 50 anos da revolução, muitos livros, para que não se esqueça do 25 de Abril

Ainda não foi desta vez que se escreveu a “bíblia” sobre o 25 de Abril, mesmo que seja o ano em que se comemora meio século sobre o golpe militar dos capitães em 1974.

 

Uma ausência que não impediu a chegada às livrarias de vários títulos interessantes sobre a Revolução cinquentenária e de muitas reedições de obras dedicadas a Abril, que nos próximos meses podem ser revisitadas ou lidas pela primeira vez.

 

Leia o artigo completo no nosso blogue.

 

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Do 25 de Abril ao Dia Internacional Contra o Fascismo: memória e resistência

A 9 de novembro celebra-se o Dia Internacional Contra o Fascismo e o Antissemitismo, que recorda a necessidade permanente de defender a liberdade e a igualdade, sobretudo numa altura em que discursos de ódio e desigualdades sociais se têm intensificado.

 

Em Portugal, os 50 anos do 25 de Abril, assinalados em 2024, evocam a mesma luta: o fim da opressão e o início de uma democracia.

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