Oito livros novos para se ler nestas férias escolares

Por: Bertrand Livreiros a 2023-04-06

10%

Abracinho
13,95€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Quem Mora Cá Dentro?
15,95€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

O Menino com Flores no Cabelo
de Jarvis  
13,30€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Sempre
16,65€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Perdido
14,95€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Era uma Vez o 25 de Abril
16,65€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Sami, o rapaz que sobreviveu a Auschwitz
15,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Cocuruto
13,90€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
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Entre as muitas amêndoas, guloseimas e os famosos ovos da Páscoa que se devoram nesta época festiva do ano, sobra ainda tempo, sobretudo com as férias escolares, para se pôr em dia a leitura dos mais novos. E o melhor de tudo é que há muitas novidades para se conhecer, livros em vários formatos e para diferentes faixas etárias, em busca dos seus primeiros leitores. Estes são alguns dos livros infantojuvenis publicados recentemente, que não vai querer perder.


Abracinho, de Jean Reidy (até aos 6 anos)

Um álbum ilustrado, irresistível e enternecedor sobre o conforto de um abraço, com uma importante mensagem sobre gentileza e compreensão. Quando a Lesma encontra um Besouro solitário, ela sabe exatamente o que fazer e dá-lhe um abraço. Os dois amigos decidem então partilhar abraços: com o Rato, que está deprimido, com a Doninha, que cheira muito mal, e com todos os animais que vão encontrando pelo caminho. Até que o abracinho de grupo se estende cada vez mais. Uma obra sobre a importância de nos relacionarmos com os outros, pelos valores essenciais da amizade.


O Menino com Flores no Cabelo, de Jarvis (até aos 6 anos)

David é o menino com flores no cabelo. É doce e gentil, assim como as suas pétalas. Mas quando as flores lhe começam a cair — uma a uma, até não sobrar nenhuma — o seu melhor amigo nunca sai do seu lado. E, com muita amizade e criatividade, encontra uma maneira até de devolver ao David as suas cores. Neste obra ilustrada e marcante, verdadeiro regalo visual, cabe uma história sobre a verdadeira amizade, e sobre apoiarmos os amigos quando mais somos necessários, que nos apresenta uma personagem inusitada que, como nós, é diferente dos demais. Há espaço para a diferença e este livro é prova disso mesmo.


Cocuruto, de Clara Cunha (até aos 6 anos)

Quem é Cocuruto? Um ser raro e mágico? Ou amigo imaginário que só as crianças veem? Com este livro, o mais recente da autora portuguesa, voltamos às singularidades da infância e à imaginação fértil que se amplifica nas crianças. Afinal de contas, cada criança tem o seu e cada Cocuruto tem poderes mágicos que podem ajudar a transformar o mundo à nossa volta. Às palavras de Clara Cunha, juntam-se as ilustrações de Vitor Hugo Matos na criação de um livro único que não deixará, por certo, nenhum jovem leitor indiferente. 


Perdido, de Mariajo Ilustrajo (até aos 6 anos)

Obra muito atual da premiada autora espanhola, que convida o leitor a estar mais atento aos outros. Pode haver alguém perdido a precisa de ajuda, neste caso um urso polar que dá por si longe de casa, num lugar estranhíssimo para ele: uma cidade. E toda a gente parece demasiado distraída e ocupada para o ajudar. A maior parte das pessoas olha para ecrãs e ninguém está interessada nele, apesar de ser tão diferente dos demais. Mas eis que uma menina vem em seu auxílio e lhe mostra que até numa grande cidade é possível encontrar amizade e solidariedade. Uma história importante sobre o poder da empatia que, afinal de contas, não conhece fronteiras nem idades.


Quem Mora Cá Dentro?, de Marcello Turconi (dos 6 aos 10 anos)

Com este livro, explica o autor italiano, doutorado em Neurociências, é possível imaginar que o cérebro é uma pequena cidade que vamos visitar e na qual iremos conhecer a sua estrutura, os seus habitantes e o seu funcionamento. Trata-se de uma obra didática e fascinante que dá a conhecer um órgão que, pouco maior do que uma toranja, é responsável por tudo aquilo que fazemos. Sem ele seria impossível ler ou cantar, andar de bicicleta, saborear um gelado, ter recordações, sentir emoções, respirar ou simplesmente viver. Pela primeira vez publicado em Portugal, a obra foi o pontapé de saída para, muito possivelmente, uma promissora carreira como autor de livros infantojuvenis.

 

Sempre, de Morris Gleitzman (literatura juvenil)

Com um estilo descontraído e divertido, Morris Gleitzman é um dos autores de livros infantojuvenis mais lidos em todo o mundo. Neste último livro de uma série juvenil, o autor volta à história de Félix, um órfão judeu, polaco, que sobreviveu aos horrores da Segunda Guerra Mundial, agora com 87 anos. Um dia, aparece-lhe em casa, na Austrália, um menino de 10 anos, Wassim, vindo de um país da Europa de Leste, com um pedido de ajuda que ele não vai conseguir recusar. Um idoso e uma criança tornam-se assim os heróis desta história feita de memórias, mas que não deixa de abordar questões atuais como o racismo, a condição de refugiado e a violência no mundo moderno.


Era uma Vez o 25 de Abril, de José Fanha (literatura juvenil)

José Fanha viveu o 25 de abril de 1974 com espanto, alegria e felicidade, como muitos outros jovens de então. Com o passar dos anos, percebeu que os jovens de hoje pouco sabem desses dias distantes. O poeta e escritor decidiu então falar desse período, mas sem a pretensão de fazer um livro de História. Pelo contrário, opta por falar desse período como quem conta uma história fantástica e complexa, heroica, divertida e contraditória, mas maravilhosa e verdadeira. Livro notável precisamente pela forma como pode enriquecer os mais novos de conhecimento sobre uma época tão importante da recente história de Portugal. 


Sami, o rapaz que sobreviveu a Auschwitz, de Walter Veltroni (literatura juvenil)

“Para que os erros do passado não se repitam”, disse o próprio autor a propósito deste seu livro. Nele está fixada a história de Sami que, aos 8 anos, foi expulso da escola por ser judeu. Com apenas 14 anos foi deportado da ilha de Rodes, na atual Grécia, para Auschwitz-Birkenau, na Polónia, juntamente com o pai e a irmã. Chegaram em agosto de 1944 e em janeiro de 1945 os campos foram libertados. Sami foi o único da família que sobreviveu. Dedicou a maior parte da sua vida a divulgar o que se passou e como tem sobrevivido a essa experiência. Foi lá que regressou em 2005, acompanhado por Walter Veltroni, o autor que, anos depois, percebeu a importância de fazer chegar este testemunho ao público mais jovem.

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