Irrequietas, destemidas, aventureiras… Sim, heroínas existem! E são elas as protagonistas de “Heroínas das Artes”, a nova coleção de livros infantis que te ensina a História esquecida do mundo das artes.
Um projeto conjunto da editora Tinta da China e do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, “Heroínas das Artes” é o título desta coleção que tem como objetivo dar a conhecer aos mais novos as histórias de algumas das “super-heroínas” que transformaram o mundo através da arte. Frequentemente esquecidas nos manuais de História, as histórias fascinantes destas pioneiras das artes visuais, performativas e literárias chegam agora aos pequenos leitores, inspirando uma nova geração de aspirantes a artistas.
Irrequieta, Madalena Perdigão é o título do primeiro volume, sobre a educadora de arte, natural da Figueira da Foz, que se tornou uma figura incontornável do panorama cultural português. Nascida em 1923, Madalena cresceu ao lado da praia, onde preferia nadar a tomar banhos de sol. Gostava de vacas, de fazer bolos e de fazer música. Por ser irrequieta e acreditar no poder transformador das artes, revolucionou a paisagem cultural da Fundação Gulbenkian e de todo o país, tendo sido responsável pela criação do Coro, da Orquestra e do Ballet Gulbenkian, na década de 1960. Mais tarde, em 1984, viria ainda a criar o ACARTE – Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte e o CAI – Centro Artístico Infantil na Fundação Calouste Gulbenkian, logo a seguir à abertura do CAM – Centro de Arte Moderna, em 1983.
A escrita e ilustração da sua história ficou a cargo de Catarina Sobral, autora e ilustradora multipremiada que conta já com 14 livros de sua autoria e 20 livros ilustrados. Mais conhecida por livros como O Meu Avô (Orfeu Mini, 2014) ou Achimpa (Orfeu Mini, 2015), foi convidada para conceber os três primeiros números desta coleção: este primeiro, já disponível nas livrarias, e os outros com lançamento marcado para este ano, dedicados às artistas da Coleção do CAM, Ana Hatherly e Helena Almeida.
Sobre o seu envolvimento neste projeto, escreveu Catarina Sobral na sua página de Instagram que é “um minúsculo grão de areia para desafiar a narrativa patriarcal da História”. Mas, grão a grão, se reescreve a História da Arte, do país e do mundo — no feminino, e em letra maiúscula.