"O avô tem uma borracha na cabeça" | O que fazer quando alguém de quem gostamos nos começa a esquecer?

Por: Marisa Sousa a 2020-03-18

Rui Zink

Rui Zink

Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. Escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses na Faculdade da Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é autor duma obra diversificada e multifacetada.
No âmbito da literatura publicou, entre outros, os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (2000) e Os Surfistas (2001), primeiro e-book em língua portuguesa.
É ainda coautor de Major Alverca e dos livros infantis o Bebé ... que não gostava de televisão (2003), o Bebé ... que não sabia quem era (2003 ), o Bebé ... que fez uma birra (2004) e Pornex (1984).
A sua obra está traduzida em inglês, alemão e hebraico, encontrando-se também publicada no Brasil.

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O avô tem uma borracha na cabeça
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O narrador deste livro é uma criança, como nós. E é connosco que partilha a história do seu avô. Por entre imagens que vais, com certeza, adorar, ele conta-nos que o avô sempre foi seu amigo: brincavam em casa, passeavam na rua, andavam de baloiço, descobriam lojas e livros. O seu avô, como muitos avós, contava histórias daquelas de «quando-era-novo». Decerto também já ouviste muitas dessas histórias.

Só que, certo dia, o avô começou a esquecer coisas. Pequenas coisas, pormenores, nada de especial — o chapéu, as canetas, as moedas, os óculos. E tornou-se mais difícil ele acertar nos nomes
das pessoas que sempre conheceu bem ou distinguir as ruas por onde sempre andou. O avô tinha uma borracha na cabeça. As borrachas apagam coisas. E a cabeça do avô apagava coisas, as coisas dele. A vida dele. A família dele. Ele próprio.

 

 

Os adultos irão explicar-te que esta borracha aparece na cabeça por causa de uma doença que tem um nome complicado: Alzheimer (lê-se alzáimèr). Ainda não existe cura para esta doença. Ainda não existe uma borracha que a apague.

É normal ficarmos tristes quando alguém de quem gostamos começa a esquecer-se de nós. Mas é muito importante percebermos que temos uma função muito importante na vida dessas pessoas, a quem a borracha começa a apagar as memórias: podemos continuar a ser um lápis, a ajudá-las a viverem felizes, recordando-as, sempre que possível, do quanto gostamos delas. O amor é mais forte do que o esquecimento. Essa é a lição mais importante que retiramos deste livro.

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