Venda de livros em Portugal aumentou 35% face a 2021

Por: Bertrand Livreiros a 2022-05-05 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

A venda de livros em Portugal cresceu mais de 35% no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2021, correspondendo a um encaixe de 34,9 milhões de euros, revelou a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.



De acordo com dados disponibilizados pela Gfk, entidade independente que faz auditoria e contagem das vendas de livros ao longo do ano, no primeiro trimestre de 2022, foram vendidos 2 589 810 livros, o que representa uma variação de mais 35,2% de livros vendidos, em comparação com os primeiros três meses de 2021. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) salvaguarda, contudo, que estes números resultam de uma comparação com um período de confinamento, em que foi impossível comprar livros em pontos de venda físicos, devido ao encerramento das livrarias.

Nestes primeiros três meses do ano, entraram em circulação no mercado 2.633 novos livros. Relativamente aos pontos de venda, 68% dos livros vendidos no primeiro trimestre foram escoados por livrarias, enquanto só 32% foram vendidos por hipermercados. Isto reflete-se igualmente nos valores de venda, já que 78,2% do total foi para as livrarias e 21,8% para os hipermercados. Por categoria, os livros mais vendidos foram os de não ficção (35%), seguidos pelo segmento infantojuvenil, com um peso de 33,5% no total das vendas;os livros de ficção, cujas vendas representaram 28,4% do total. 

Segundo a consultora, em 2021, a venda de livros em Portugal cresceu 16,6% face a 2020, o que colocou o país entre os que mais subiram, no conjunto de nove países abrangidos por um estudo sobre a evolução do mercado do livro: Alemanha, Bélgica (Flandres, Valónia), Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal e Suíça. Este estudo também já mostrava uma tendência em relação aos géneros escolhidos, que estes dados agora revelados parecem confirmar. Uma proporção não negligenciável de aumento das vendas globais no mercado deveu-se ao boom da banda desenhada, principalmente de mangas e manhwas, que teve em Portugal um dos maiores picos de vendas.

Dois anos seguidos marcados pela pandemia refletiram-se também na escolha de títulos pelos leitores, tendo-se verificado um importante aumento da procura de guias e de livros de não-ficção sobre saúde, conselhos sobre tópicos relacionados com a vida, psicologia e temas esotéricos. Em dois terços dos países analisados, os livros infantojuvenis registaram aumentos ainda maiores do que o mercado livreiro no seu conjunto. Portugal foi um desses casos, com um aumento de receitas de mais de 21% nesse segmento literário.


 

Fonte: Lusa

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