Jane Austen, autora do romance clássico Orgulho e Preconceito, utilizava alfinetes para editar os seus manuscritos. A informação foi transmitida pela Biblioteca Bodleian, em Oxford, que adquiriu o manuscrito de The Watsons, o romance abandonado da autora.
No anúncio da aquisição, a Biblioteca comunicou que: “The Watsons é o primeiro esboço, de Jane Austen, de um romance em processo de desenvolvimento e um dos primeiros exemplos de um romance inglês a sobreviver no seu estado formativo. O manuscrito foi amplamente revisto e corrigido, com cruzamentos e aditamentos interlineares.”
De acordo com Cristopher Fletcher, responsável pelas coleções especiais da Biblioteca Bodleian, o método de edição utilizado por Austen não era considerado uma novidade, havendo sinais de que esta prática fora utilizada como ferramenta de edição desde 1617.
Em www.janeausten.ac.uk, o site onde são disponibilizados os manuscritos digitalizados da autora, esclarece-se que “(…) As páginas completas sugerem que Jane Austen não antecipou um processo demorado de reformulação. Sem espaços em branco calculados e sem forma óbvia de incorporar uma grande revisão ou expansão, teve de encontrar outras estratégias - os três remendos, pequenos pedaços de papel, cada um dos quais foi preenchido de perto e de forma limpa com o novo material, anexados com alfinetes ao local exato onde o material apagado devia ser tapado ou onde era necessária uma inserção para expandir o texto.”