A novela gráfica Balada para Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia, foi adaptada para teatro, numa peça com encenação de Maria João Luís, que se estreou no Fórum Cultural do Seixal, no passado domingo, Dia Mundial do Teatro, onde ficará em cena até dia 2 de abril, estando depois disponível para digressão pelo país.
"Achei aquilo tão belo e teatral, e até cinematográfico, e pensei, como não posso fazer disto um filme, porque não tenho esses meios, vou tentar encontrar alguém que faça uma boa adaptação da BD para teatro, e vou pôr em cena o espetáculo", em declarações à agência Lusa, Maria João Luís explicou que é a primeira vez que transpõe para palco uma obra de banda desenhada, contando com adaptação da dramaturga Ana Lázaro e produção do Teatro da Terra, de que é fundadora.
Balada para Sophie junta o argumentista português Filipe Melo e o desenhador argentino Juan Cavia num romance desenhado que convoca um imaginário do cinema, da música e da literatura. Com mais de 300 páginas, o livro tem como ponto de partida a rivalidade entre dois pianistas franceses, que nos anos de 1930 competem num concurso de jovens talentos. A história é contada na perspetiva de um dos pianistas, Julien Dubois, que, sabendo-se no fim de vida, procura redimir-se do passado numa longa entrevista com uma jornalista.
Maria João Luís considera a história extremamente humana. "Fala bastante dos defeitos humanos, do ciúme, da inveja, da culpa, e depois fala do amor, que é o que está no centro de toda a obra, a paixão pela música, por uma mulher", sublinhou a atriz e encenadora. Na adaptação teatral, conta com interpretação de Ana Saragoça, Andreas Piper, Inês Curado, Rodrigo Saraiva, Sérgio Gomes, Sílvia Figueiredo, Tadeu Faustino e António Fragoso, Filipe Gomes e Paulo Amado.
Fonte: Lusa