Ondjaki recorda "O ano da morte de Ricardo Reis"

Por: Bertrand Livreiros a 2020-04-17

Ondjaki

Ondjaki

Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador, às vezes poeta. Licenciou-se em Sociologia e é membro da União dos Escritores Angolanos.
Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura (duas exposições individuais, em Angola e no Brasil). Já em Lisboa, fez teatro amador durante dois anos e um curso profissional de interpretação teatral. No ano 2000 recebeu uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Acto Sanguíneo. Participou em antologias internacionais (Brasil e Uruguai) e também numa antologia portuguesa. Co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá Cresçam Pitangas – Histórias de Luanda).
Em 2013, com Os Transparentes, ganhou o Prémio José Saramago, e em 2016, com o mesmo livro, o Prix Littérature-Monde 2016, em França.

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José Saramago

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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Hoje, comemoramos 122 anos do nascimento deste autor que, mesmo cego, viu o mundo e as pessoas mais profundamente pois, como canta Chico Buarque, “Os poetas, como os cegos, podem ver na escuridão”.

Desafiámos os autores a partilharem connosco algumas leituras, levando até aos leitores o poder terapêutico da literatura. Ondjaki respondeu ao nosso desafio e leu um excerto de "O ano da morte de Ricardo Reis", de José Saramago.

 


 

Nascido em 1977, Ondjaki é um romancista e poeta, conhecido pela forma como brinca com a linguagem escrita, num ato que o mesmo apelida de "deportuguesar". Em 2000, recebeu uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Acto Sanguíneo e, em 2013, com Os Transparentes, foi o vencedor do Prémio José Saramago - prémio que dedicou ao país que o viu nascer, Angola. Para ultrapassar a situação que vivemos atualmente, o autor recomenda o recolhimento - com sonhos, com familiares, com livros. O livro que escolheu partilhar é uma das mais importantes obras do Nobel da Literatura português, José Saramago.

 

Agora, esperar. Ler as gazetas, neste primeiro dia também as da tarde, reler, medir, ponderar e corrigir desde, o princípio as odes, retomar o labirinto e o deus dele, olhar da janela o céu, ouvir falarem na escada a vizinha do primeiro andar e a vizinha do terceiro andar, perceber que as agudas vozes lhe são destinadas, dormir, dormitar e acordar, sair só para o almoço, de fugida, ali pertinho, numa casa de pasto do Calhariz, tornar aos jornais já lidos, às odes arrefecidas, às seis hipóteses de desenvolvimento do quadragésimo nono lance, passar em frente do espelho, voltar atrás para saber se ainda lá está quem passou, decidir que este silêncio é insuportável sem uma nota de música (...)

 

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