António, João, Pedro, Miguel, Manuel e Nuno. Tiveram um pai rígido, exigente e disciplinador, mas também amante de todas as artes. O resultado foi uma geração brilhante, mas solitária. “Era uma relação feita de silêncios. Há alturas em que penso que tivemos a sorte de não termos sido amados… Porque, se fosse ao contrário, se calhar não escrevia. A gente escreve para gostarem de nós.”
Começou a escrever mais ou menos consciente aos sete, oito anos, e assume que só ficou contente aos trinta e tal, com Memória de elefante. Sabe que tem de fazer um bom trabalho, sempre. “As pessoas não têm o direito de receber um mau produto, daí trabalhar neles até os considerar bons.”