Leonardo da Vinci | Anatomia de um génio

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-04-30 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Dan Brown

Dan Brown

O escritor norte-americano Dan Brown nasceu em 1965 em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, sendo filho de um professor de Matemática e de uma intérprete de música sacra. Brown estudou no liceu local e mais tarde licenciou-se na Universidade de Amherst.
Mudou-se para Los Angeles onde tentou fazer carreira como compositor, pianista e cantor. No entanto, este plano de vida fracassou e Dan Brown acabou por ir estudar história da arte em Sevilha, em Espanha. Entretanto, a meias com a mulher, escreveu o livro 187 Men to Avoid: A Guide for the Romantically Frustrated Woman.
Em 1993 regressou a New Hampshire para se tornar professor de inglês na escola onde tinha estudado. Passados dois anos, os serviços secretos norte-americanos foram à sua escola buscar um aluno que consideravam uma ameaça nacional por ter escrito, na Internet, que era capaz de matar o presidente Bil Clinton. Dan Brown ficou tão interessado no assunto que começou a fazer pesquisas sobre a Agência Nacional de Segurança. Acabou por resultar desse interesse a escrita do seu primeiro romance Digital Fortress, que foi lançado em 1996 com algum sucesso.
Era um romance baseado na violação de privacidade e em conspirações, tendo por sustentação as novas tecnologias.
Quatro anos depois do seu romance de estreia, lançou Angels and Demons, seguindo-se em 2001 Deception Point. Finalmente, em Março de 2003, Dan Brown lançou no mercado norte-americano The Da Vinci Code (O Código Da Vinci), que logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil exemplares, tendo-se tornado num dos livros mais vendidos de sempre em todo o mundo, com publicações em 42 línguas.
O Código Da Vinci é um romance policial que tem como protagonista um simbologista norte-americano. Através da obra de Leonardo Da Vinci, onde encontra várias mensagens codificadas, tenta arranjar provas para desvendar um segredo com centenas de anos. No livro surgem instituições como a Opus Dei e o Priorado do Sião.
A obra chegou a Portugal em 2004 e ao fim de poucos meses atingiu as onze edições. O sucesso deste livro levou a que fosse anunciada uma adaptação cinematográfica e uma sequela literária.

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Marina Fiorato

Marina Fiorato

Marina Fiorato, inglesa de ascendência veneziana, nasceu em Manchester. Tem uma licenciatura em História pela Universidade de Oxford e fez uma especialização na dramaturgia de Shakespeare. Trabalhou como ilustradora, atriz e crítica de cinema.
No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances A Virgem das Amêndoas (2010) e O Coração de Murano (2011).

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Stephanie Storey

Stephanie Storey

Stephanie Storey, norte-americana, é escritora e uma apaixonada por arte. Licenciou-se em Belas Artes e frequentou um doutoramento em História da Arte, que suspendeu para fazer um mestrado em Escrita Criativa.

Estudou Arte em Itália e fez uma peregrinação com o objetivo de ver todos os trabalhos de Miguel Ângelo expostos na Europa.

Atualmente, vive em Los Angeles com o marido e, quando não se encontra a escrever romances ou guiões, trabalha como produtora de televisão para canais como a CBS e a PBS.

Leonardo e Miguel Ângelo: Dois Génios Rivais é o seu primeiro romance e foi bestseller do Los Angeles Times.

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Walter Isaacson

Walter Isaacson

Walter Isaacson, atual diretor-executivo do Aspen Institute, foi presidente da CNN e editor-executivo da revista TIME. É autor das biografias Steve Jobs, Einstein: His Life and Universe, Benjamin Franklin: An American Life, Kissinger: A Biography, e coautor, com Evan Thomas, de The Wise Men: Six Friends and the World They Made. Vive em Washington, DC.

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Da sua visão nasceram “obras icónicas, projetos de engenhos voadores e estudos inovadores no campo da ótica e da perspetiva”. De uma forma única para a sua época (século XV), dominou a ciência e as artes, conjugando-as e transformando-as em verdadeiras obras-primas que ainda hoje são reconhecidas como parte da História da criatividade humana. Para além dos trabalhos mais conhecidos, como “Mona Lisa” (1503) ou “A Última Ceia” (1495–1498), deixou-nos centenas de páginas com apontamentos sobre arte, natureza e a vida.

Há 500 anos, a 2 de maio, Leonardo da Vinci deixava-nos um legado gigantesco e a semente de ideias que, centenas de anos mais tarde, acabariam por se tornar realidade. Mas o que faz de Da Vinci um génio e, certamente, um dos homens mais brilhantes da História?

 


 

 
UM AUTODIDATA QUE TEVE A SORTE DE NASCER BASTARDO

Filho de Piero da Vinci, notário reconhecido, e de Caterina Lippi, uma camponesa local, Leonardo teve, segundo Walter Isaacson, autor da biografia do artista, “a boa sorte de nascer fora do casamento”. Se fosse filho legítimo, seria obrigado a seguir as pisadas do seu pai, como todos os homens da família. O facto de ser bastardo permitiu-lhe seguir a sua curiosidade, desenvolvendo a sua veia de artista, arquiteto e inventor.

Frequentou, durante um breve período de tempo, uma escola para aprender matemática comercial. Para além disso, tudo o que aprendeu foi, em grande parte, sozinho. Uma vez, assinou um documento como “Leonardo da Vinci, disscepolo della sperientia” (discípulo da experiência) e tinha, aparentemente, orgulho na sua metodologia única: “Vão dizer que, ao não aprender com livros, não vou conseguir expressar-me corretamente sobre aquilo que quero descrever”, escreveu num dos seus cadernos, “mas não sabem que os meus trabalhos requerem experiência em vez das palavras dos outros”.

Da Vinci dedicava horas aos seus seus cadernos, a estudar e dissecar o rosto humano, “cada músculo, cada nervo que influencia o movimento dos lábios”, explica Isaacson. Na altura em que trabalhou no quadro “Mona Lisa”, dissecara olhos humanos, retirados de cadáveres, percebendo que o centro da retina permite chegar aos detalhes do que vemos, enquanto que a região à volta é responsável pela perceção das sombras e formas.

O seu primeiro trabalho foi como produtor teatral. Aí, aprendeu sobre perspetiva e obteve a inspiração para desenvolver engenhos mecânicos. “Há provas de que [Da Vinci] testou as asas da sua máquina voadora para ver até onde conseguia levantar-se”, afirma o professor de Oxford, Martin Kemp. Para além disso, criou um modelo de um coração feito em vidro, com o intuito de explorar as suas funções.

Da Vinci aplicou o que aprendeu no teatro à arte e à engenharia. O seu nível de experimentação era extraordinário, “enfatizando que devemos depender da experiência e não apenas da teoria nos livros”, reforça Kemp.

 

 
OS ELEMENTOS QUE FAZEM DE LEONARDO DA VINCI UM GÉNIO

À medida que vamos mergulhando na imensidão do seu trabalho, descobrimos novos detalhes que complementam a sua genialidade enquanto inventor. Para além das obras de pintura e arquitetura, e das invenções relacionadas com engenhos voadores, Leonardo da Vinci fez uma incursão pela engenharia. Em 1502, integrou a corte de Cesare Borgia (1475-1507) como engenheiro militar, desenhando armas, pontes, veículos blindados e edifícios públicos –  criações que, na sua maioria, nunca foram construídas.

Leonardo da Vinci foi um génio. Isaacson corrobora esta visão e garante à National Geographic que a combinação da arte com a ciência lhe oferecia uma criatividade fundamental em todos os seus trabalhos. “Da Vinci interessava-se por tudo. Queria saber tudo sobre o universo, incluindo a maneira como nós, humanos, encaixamos nele.”  

Nos seus cadernos, há vestígios de invenções nas mais variadas áreas, como o primeiro fato de mergulho, a primeira máquina para produzir moedas e até mesmo a primeira bicicleta. Porque é que as pessoas bocejam? Porque é que o céu é azul? “Foi a perseverança com que estudou, e o esforço para aprender por si mesmo, que fizeram dele um génio”, conclui Isaacson.

Um génio que, passados 500 anos, continua a ser mais atual do que nunca. Hoje, são centenas as obras de arte inspiradas nos seus trabalhos, não apenas na pintura, mas também na literatura.

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