As Leituras de David Bowie

Por: Sofia Costa Lima a 2021-01-08 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

George Orwell

George Orwell

George Orwell, pseudónimo do escritor Eric Arthur Blair, nasceu na cidade de Motihari, na então Índia britânica, a 25 de junho de 1903, tendo-se mudado para Inglaterra com a família, ainda durante a infância. Escritor e jornalista, Orwell é uma das mais influentes figuras da literatura do século xx. Defensor incondicional da liberdade humana e acérrimo opositor do totalitarismo, inscreve-se no panorama literário com as obras Dias Birmaneses (1934) e Homenagem à Catalunha (1938). Mas será, sem dúvida, com Quinta dos Animais (1945) e Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1949), duas narrativas com uma atualidade assombrosa, que o autor alcança o reconhecimento internacional. Morreu de tuberculose, em Londres, a 21 de janeiro de 1950.

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Gustave Flaubert

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Albert Camus

Albert Camus

Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século XX. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.

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Truman Capote

Truman Capote

Truman Capote nasceu em Nova Orleães a 30 de setembro de 1924. Em 1948 lançou o seu romance de estreia, Outras Vozes, Outros Lugares, e alcançou um imediato êxito literário internacional, afirmando-se desde logo como um dos mais originais autores americanos do pós-guerra. Entre as suas principais obras destacam-se A Harpa de Ervas (1951), seu segundo romance que viria a dar origem à sua primeira peça para teatro, Boneca de Luxo (1958), adaptada para cinema por Blake Edwards e protagonizada por Audrey Hepburn, e A Sangue Frio (1966), obra-prima pioneira na arte da reportagem narrativa. Membro do Instituto Nacional das Artes e Letras, recebeu três vezes o Prémio O. Henry Memorial, para melhores contos. Morreu em Los Angeles a 25 de agosto de 1984.

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F. Scott Fitzgerald

F. Scott Fitzgerald

Escritor norte-americano nascido a 24 de setembro de 1896, em St. Paul, no estado do Minnesota, e falecido a 21 de dezembro de 1940. Aos 13 anos, escreveu The Mystery of the Raymond Mortgage, uma história sobre um detetive que foi publicada no jornal da escola que frequentava. Depois de ter passado por uma escola católica, ingressou, em 1913, na Universidade de Princeton, mas apostou mais no desenvolvimento das suas aptidões literárias do que a estudar as matérias do seu curso. Em 1917, por exemplo, escreveu argumentos e letras para espetáculos musicais e textos humorísticos para revistas. Como constatou que não ia conseguir terminar o curso, ainda em 1917 alistou-se no exército, onde chegou a segundo-tenente. Na altura, os Estados Unidos da América estavam envolvidos na Primeira Guerra Mundial e Fitzgerald estava convencido que ia morrer em combate. Por isso, escreveu a toda a pressa o romance The Romantic Egoist. No ano seguinte, foi trabalhar para Nova Iorque e, apesar de bem sucedido no mundo da publicidade, Fitzgerald deixou o emprego em 1919 para se dedicar ao romance This Side of Paradise, onde usou material de The Romantic Egoist. No mesmo ano, começou a escrever artigos para revistas populares. Para poder ganhar mais dinheiro deixou a escrita de romances e começou a escrever histórias de ficção para jornais. As suas histórias de amor foram consideradas inovadoras e refrescantes. Em 1920, finalmente publicou This Side of Paradise, com o qual alcançou um tremendo sucesso. Logo no ano seguinte, publicou o seu segundo romance, The Beautiful and Damned. Francis Scott Fitzgerald e sua mulher entraram, entretanto, numa fase de grandes luxos participando em inúmeras festas, gastando muito dinheiro e acumulando dívidas. Em 1924, o romancista mudou-se para França, onde escreveu um dos seus livros mais marcantes, The Great Gatsby (O Grande Gatsby), que apesar de ter recebido boas críticas foi um fracasso a nível de vendas. Este romance viria a ser adaptado ao teatro e, posteriormente, ao cinema, ganhando outra visibilidade. A versão cinematográfica mais conhecida é a de 1974, realizada por Jack Clayton, tendo Robert Redford por protagonista. Fitzgerald regressou aos Estados Unidos da América em 1931, tendo tentado escrever alguns argumentos para filmes. Contudo, só conseguiu terminar um, Three Comrades, em 1938. Logo depois, foi despedido devido aos seus problemas de alcoolismo. Em 1939, começou a escrever o romance The Love of The Last Tycoon, que nunca terminaria porque morreu vítima de ataque cardíaco a 21 de dezembro de 1940. No entanto, baseado no que já deixara escrito, foi realizado, em 1976, o filme The Last Tycoon. Sob a direção de Elia Kazan estiveram os atores Robert de Niro, Robert Mitchum e Jack Nicholson. F. Scott Fitzgerald escreveu também alguns contos, entre os quais Babylon Revisited, que inspirou o filme The Last Time I Saw Paris (Última Vez Que Vi Paris), com Elizabeth Taylor.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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Vladimir Nabokov

Vladimir Nabokov

Escritor norte-americano de origem russa, nascido em 1899 e falecido em 1977, exilou-se com a família na Inglaterra, França e Alemanha. Neste último país, escreveu, em russo, a primeira parte da sua obra literária, de entre a qual se destaca Mashenka e Glória.
Em 1940 partiu para os Estados Unidos da América, adquirindo a nacionalidade americana em 1945. Começou a escrever em inglês, mantendo, nas obras deste período, o fundo fantástico, a visão irónica da vida quotidiana e a mestria formal que já havia demonstrado, e almejou levar a cabo um retrato da sociedade norte-americana através das suas convenções culturais e posturas perante o sexo.
São dignas de nota as narrativas: "Invitation to a Beheading", "The Real Life of Sebastian Knight", "Lolita", um grande êxito editorial transposto para o cinema por S. Kubrick e cujo argumento se baseia nos amores de um homem adulto por uma adolescente, "Pale Fir", Pnin, Ada; or Ardor: A Family Chronicle" e "Speak Memory".

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Ilíada de Homero
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Poucos artistas fizeram a diferença, não só no panorama musical, mas também artístico e cultural, de uma forma tão marcante e relevante como David Bowie. Cantor, compositor e ator, Bowie tinha, acima de tudo, a capacidade de se reinventar a cada álbum que fazia. Esta transformação regular levou a que fosse muitas vezes apelidado de camaleão.

Cada trabalho discográfico do artista britânico contava uma história, com personagens que o próprio criava e interpretava. Gostava de as contar e gostava de lê-las.

 

UM LIVRÓLICO COMO NÓS

A paixão de  David Bowie  por livros era bem conhecida. Em 1976, levou consigo quatrocentos livros quando foi para o México gravar The Man Who To Earthinaugurando a tradição de levar algumas caixas de livros sempre que ia em digressão.

Em 2013, foi organizada uma exposição dedicada ao músico, exibida na Art Gallery of Ontario , no Canadá. Os curadores da exposição, quando avaliaram que objetos de David Bowie utilizar, decidiram que fazia sentido incluir também livros do acervo do músico. Dessas escolhas resultou uma lista de cem livros recomendados por David Bowie.

Entre estes, encontram-se, por exemplo, George Orwell, Albert Camus ou  F. Scott Fitzgerald. A mesma lista foi, posteriormente, aproveitada por Duncan Jones, filho do músico, para iniciar, em 2018, um clube de leitura virtual dedicado ao pai.

Partilhamos consigo os livros preferidos do Starman.

 


 

Ilíada, de Homero

Um dos maiores poemas épicos da Grécia Antiga, Ilíada, cuja autoria é atribuída a Homero,  é considerada a obra que criou a literatura europeia. 

Neste livro, Homero fala dos acontecimentos que ocorreram durante o décimo ano da guerra de Tróia, a fim de contar a ira, o heroísmo e as aventuras de Aquiles, em luta contra Agamémnon.

Apesar de se atribuir a autoria a Homero, na verdade não se sabe ao certo quem foi nem que vida teve. Há, aliás, quem discuta se ele terá realmente existido.

 
Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Madame Bovary  é, sem dúvida, a obra mais marcante de Gustave Flaubert, escritor francês do século XIX. É, também, um dos principais títulos da lista de David Bowie .

Publicado originalmente em 1857, gerou grande polémica, graças aos temas que aborda. Neste livro, a personagem Emma Bovary sente-se presa e aborrecida e procura no adultério um forma de escapar à vida que tem.

Na época em que foi publicado, o livro despertou tanta revolta que  Flaubert chegou a ir a tribunal, acusado de atentado à moral.

 
O Estrangeiro, de Albert Camus

O romance do Nobel da Literatura de 1957 é mais uma das escolhas de David Bowie.

O livro de Albert Camus foi originalmente publicado em 1942 e questiona o sentido da existência. A obra relata a história de Meursault, que recebe um telegrama a dar conta da morte da mãe. De regresso a casa, após o funeral, Meursault torna-se amigo de um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia – até que ocorre um homicídio.

O livro já foi duas vezes adaptado para cinema. A primeira, em 1967, por Luchino Visconti, e em 2001, por Zeki Demirkubuz.

 
O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

É provável que esta seja a obra mais notável de F. Scott Fitzgerald. Quando foi publicada pela primeira vez, O Grande Gatsby  não teve sucesso, a nível de vendas.

Com uma personagem peculiar como estrela, Gatsby reflete os chamados Loucos Anos 20. Nota-se também muita influência do ambiente vivido em Paris, onde Fitzgerald escreveu a história.

O livro foi adaptado para teatro e cinema. A mais recente adaptação, em 2013, conta com Leonardo DiCaprio no papel de Gatsby. Veja o  trailer aqui .

 
Lolita, de Vladimir Nabokov

Publicado pela primeira vez em 1955,  Lolita  gerou desde logo grande controvérsia. Talvez por isso, ainda seja a obra mais conhecida de Nabokov.

O livro conta a história de Humbert, professor universitário de meia-idade, e da obsessão que este desenvolve por Lolita, de 12 anos.

Polémicas à parte, o livro já foi por diversas vezes adaptado ao cinema e é considerado um dos grandes clássicos da literatura do século XX.

 
1984, de George Orwell

Apesar de ter sido publicado inicialmente em 1949, o livro de George Orwell mantém-se atual e obrigatório. David Bowie iria certamente concordar.

Passado numa realidade distópica, 1984  oferece uma crítica aos sistemas totalitários.

Este livro é, talvez, aquele que tem uma influência mais evidente na música de David Bowie. O álbum “Diamond Dogs",  de 1974, inclui temas como “ 1984 ” e “ Big Brother “, o que mostra de forma clara a influência que a obra teve no músico.

 
A Sangue Frio, de Truman Capote

Considerada uma das obras que criou o conceito e género de Jornalismo Literário, A Sangue Frio conta a história do terrível crime que ocorreu em Holcomb, no estado norte-americano do Kansas. Em 1959, a família Clutter foi assassinada em casa e Truman Capote  investigou o homicídio, tendo, em 1965, conseguido publicar toda a história, em quatro partes, na revista The New Yorker.

Além do foco na história da família e no crime, Capote também se focou muito nos assassinos e nos seus motivos. A obra, que mistura, com mestria, jornalismo de investigação e literatura, ainda hoje é considerada leitura obrigatória para os amantes da literatura de não-ficção.

 

Conheça a lista completa dos livros recomendados por David Bowie aqui.

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