5 piadas de Jerry Seinfeld para animar a sua semana

Por: Beatriz Sertório a 2020-10-12 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Jerry Seinfeld

Jerry Seinfeld

Jerry Seinfeld é o autor de Seinlanguage, bestseller do New York Times e um dos livros mais vendidos da década de 1990.
É conhecido por ter interpretado uma versão semi-ficcionalizada de si mesmo em Seinfeld, uma das séries de comédia mais aclamadas e populares de todos os tempos.
Vive em Nova Iorque com a família.

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Embora seja mais conhecido por ter protagonizado e co-criado Seinfeld - a famosa "sitcom sobre nada"Jerry Seinfeld é um dos comediantes de stand-up mais aclamados da sua geração. Desde que fez a sua primeira atuação, no lendário clube noturno nova-iorquino Catch a Rising Star, com apenas 21 anos, escreveu sempre as suas próprias piadas, tendo guardado todas as anotações numa pasta antiga de fole, que preserva até hoje. Depois de o seu primeiro livro, Linguagem Seinfeld ter-se tornado um bestseller do New York Times e um dos livros mais vendidos da década de 1990, Seinfeld publica agora Isto tem piada? - uma compilação das suas melhores piadas, organizadas por décadas. Explica o comediante: "Sempre que me ocorria alguma coisa engraçada, fosse no palco, numa conversa ou no grande bloco de notas amarelo que era a minha tela favorita, guardava tudo numa daquelas pastas antigas de fole. (...) É por isso que ainda tenho tudo o que pensei que valeria a pena guardar ao longo de 45 anos."

Embora confesse que ainda não sabe ao certo de onde vêm as piadas, "talvez de uma mistura emocional de tédio, agressividade, intensa acuidade visual e um tipo de agilidade da mente que nos permite transformar o que vemos naquilo que queremos ver", o seu estilo de humor observacional tornou-o numa verdadeira lenda do stand-up, sendo este livro uma leitura imperdível para qualquer fã de comédia.

 

Jerry Seinfeld rodeado de todas as piadas que já escreveu, no documentário Jerry before Seinfeld (2017).


Cara de pais

Hoje em dia uso lentes de contato, mas aos 10 anos usava óculos.
Julgava que tinha de usar óculos porque era incapaz de reconhecer a cara dos meus pais.
Quando pedia dinheiro à minha mãe, ela respondia sempre o mesmo:
«Achas que tenho cara de quê? De banco?»
«Achas que tenho cara de dinheiro?»
A verdade é que, quando somos miúdos, os nossos pais são o banco.
A que outro sítio poderíamos ir para arranjar dinheiro?
Ao banco da esquina?
Se fosse lá, o bancário diria:
«Achas que tenho cara de quê? De tua mãe?
Desaparece, quatro-olhos...»

 

Cereais Life

Arrogância.
Há demasiada arrogância.
Por todo o lado.
Até na indústria alimentar.
Onde raio é que se arranja coragem para chamar Life a um tipo de cereais?
O que veem eles nos seus pequeninos cereais quadrados de aveia que os faz pensar que deveriam dar-lhes um nome inspirado na nossa própria existência?
«Que tal Oaties, Squaries, Brownies
«Ah, não, isto é muito mais importante.
Isto é VIDA, a sério.
Fica Life
Que outros nomes terão considerado?
Talvez «Deus Todo-Poderoso»?
Terá esse nome sido equacionado? 
Quem não gostaria de acordar de manhã e comer uma bela tigela de «Deus Todo-Poderoso»?
Ou do novo «Deus Todo-Poderoso com Passas»?
E se não gostam,
vão para o inferno.

 

Rascunho da piada Cereais Life.

 

Bolsos adultos

Uma grande diferença entre adultos e crianças é o número de bolsos nos quais vasculham quando procuram por alguma coisa.
Os adultos põem as mãos em todos os bolsos da roupa quando procuram uma coisa.
«Eu achava... com toda a certeza... que tinha isso... num dos bolsos...»
Quando somos pequenos e alguém nos pergunta se temos determinada coisa, limitamo-nos a estender as palmas das mãos.
«Não, não tenho.»
Não precisamos de verificar.
Não temos nada.
Tudo o que temos está nas nossas mãos.
Se perguntarmos a um miúdo: «Tens trocado?»,
[esticar as mãos com as palmas viradas para cima]
ele responde: «Não.»
Se lhe pedirmos para verificar: «Tens a certeza?», 
ele limita-se a afastar mais os dedos.

 

Na sapataria

Acho que os sapatos são das coisas mais difíceis de comprar.
Quando observamos o interior de uma sapataria...
Vemos pessoas em dificuldades.
De sobrolho franzido…
Com o olhar perdido no vazio.
Porque é que, quando andamos pela sapataria para experimentar um par de sapatos, parecemos zombies perdidos?
[andar lentamente às voltas]
«Sim… estes… são… bastante… confortáveis…»
Temos o cérebro tão concentrado nos pés que ele deixa de estar disponível para operar os músculos do rosto
«Estes são número 37…?
Ou 38…?
É… que… parece… que… não… sinto… os… pés…»
Há sapatos que têm diferentes opções de largura.
Mas nem todos.
Sendo assim…
Precisamos ou não de larguras personalizadas?
A seguir, aproximamo-nos do pequeno espelho de 30 centímetros que todas as sapatarias têm posto no chão.
Para analisarmos os sapatos do ponto de vista do nosso gato.
Ou então, se passarmos por um bêbedo estendido no passeio, podemos perguntar:
«O que acha destes sapatos?
Por acaso sei que têm um aspeto fantástico vistos desse ângulo.»

 

Pijamas

Não sei por que razão os fatos projetam uma imagem de poder tão forte.
Porque é que são tão intimidantes?
«É melhor fazermos o que este tipo diz. As calças dele combinam com o casaco.»
Os homens gostam tanto de fatos que acabámos por criar pijamas que parecem minifatos.
Três botões à frentes.
As lapelas pequeninas.
O bolso ao peito.
Para que serve aquele bolso?
Pomos um lápis no bolso.
Mudamos de posição na cama a meio da noite.
Matamo-nos.

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