Pequena, pobre, desprezada e negra — aliás, a que tem a pele mais escura de toda a escola —, assim é Pecola. Todas as noites, Pecola reza para ter apenas uma coisa: olhos azuis, como as raparigas brancas privilegiadas, como as bonecas de brincar, como as atrizes dos filmes.
O sonho de Pecola, que cresce no Ohio dos anos 1940, não encontra espaço para se realizar, e o olhar que o mundo tem sobre ela e que Pecola tem sobre o mundo está longe de poder mudar. Porém, o desejo da primeira protagonista de Toni Morrison é o corolário de algo mais fundo, visceral, maior.
Indicado para: denunciar e combater a opressão das mulheres pela violência e humilhação sexual; travar o racismo, a discriminação, o preconceito, o ódio, o abuso de crianças e processos de desumanização generalizada; combater a autoaversão, o autodesprezo e os sentimentos de inferioridade;
Efeitos secundários: choque, repulsa, indignação, tristeza, comoção, compaixão; reinterpretação dos conceitos de belo/feio; determinação em aceitar, respeitar e valorizar-se a si e a todos os outros;
Posologia: leitura de um a dois capítulos por dia.