Havia uma família — pai, mãe e irmãos. Depois, nesse microclima único e irrepetível — como são todas as famílias —, nasceu um menino. Uma criança de olhos bem negros, que se perdem no vazio; uma criança sempre deitada, com bochechas rosadas e pernas translúcidas, nas quais se veem pequenas veias azuis; um bebé com um fio de voz puro e feliz, pés arqueados e palato elevado — um bebé eterno, uma criança inadaptada que traça uma linha invisível entre a família e o resto do mundo.
Esta é a história de uma família: da que existia antes; da que se confronta com um bebé que descobrem diferente; da família que parece ir desabar e depois se transforma e reconstrói, lenta, dolorosa e amorosamente em redor de uma criança; da família que se adapta ao que cada um sente, na pele, no corpo, na alma; e da família que fica, depois daquele menino, que criou um laço inquebrantável, entre irmãos, para sempre.
Esta é a história desse menino pelos olhos dos três irmãos: do mais velho, que o adora e protege; da irmã do meio, que se revolta e quer proteger a família; e do mais novo, que reconcilia as três vozes e une as histórias de O Nosso Irmão.
Indicado para: amparar processos de perda, luto, profunda dor emocional, revolta e vulnerabilidade; auxiliar em momentos de mudança, aceitação, adaptação e reconstrução de si; combater o preconceito, a indiferença e a incompreensão face à deficiência
Efeitos secundários: apaziguamento de possíveis sensações de frustração e culpa; sentimentos ternura, protecção, fraternidade e amor; acréscimo de resiliência
Posologia: reservar para ler num fim de semana.