Num domingo de Páscoa, um recém-nascido surge deitado sobre a palha, entre os cascos de um burro que o aquece com o seu bafo. "Um milagre! Aqui está uma dádiva de Deus que eu não esperava. Vou chamar-te Pascal", murmura a senhora Ballandra, a partir de então sua mãe adotiva. O bebé é muito belo, de pele morena, cabelos lisos e pretos, os olhos de um verde semelhante ao mar que rodeia o país. Mas esta beleza não é a única razão pela qual cresce a curiosidade geral e um rumor tenaz começa a ganhar cada vez mais terreno. Algo na história desta criança não é natural. Será Pascal, na verdade, filho de Deus? Qual a sua missão? Poderá ele mudar o destino dos homens, suavizar as suas dores e tornar o mundo mais justo? E o que indicará este evangelho do novo mundo acerca da nossa natureza e do nosso futuro? Distinguida em 2018 com o "Nobel alternativo", Maryse Condé revela nesta sua mais recente obra, escrita em homenagem a José Saramago, o estrondoso poder da imaginação que faz agitar consciências.
Indicado para: combater a maldade, a intolerância, o racismo, a exploração/opressão do ser humano e a injustiça; aliviar crises existenciais e défices de utopia; amparar quadros de dúvida, falta de fé no divino, desamor ou pessimismo;
Efeitos secundários: melhor digestão dos paradoxos do mundo; acréscimo de esperança num mundo mais harmonioso; desejos de viajar ou peregrinar para recuperar a fé na humanidade; diversão e sentimentos de ternura;
Posologia: ler um capítulo às principais refeições; complementar com Cândido ou o Optimismo, de Voltaire.