São 00h15 e não há luar.
Agachadas na escuridão, imóveis e em silêncio, as dezoito mulheres da secção de transmissões observam o denso desfile de sombras que se dirige para a margem do rio. Não se ouve nem uma voz, nem um sussurro. Só o som dos passos, às centenas, na terra molhada pelo relento noturno; e, às vezes, o leve entrechocar metálico de espingardas, baionetas, capacetes de aço e cantis. A sucessão de sombras parece interminável.
Assim começa Linha da Frente, na noite de 24 para 25 de julho de 1938. A XI Brigada Mista do Exército da República atravessa o rio para se estabelecer em Castellets del Segre. Mas as tropas nacionalistas defendem a área. A Batalha do Ebro está prestes a começar, a mais cruel e sangrenta de todas as batalhas da Guerra Civil.
Pela primeira vez em trinta anos de carreira literária, Arturo Pérez-Reverte aborda a Guerra Civil Espanhola. Combina ficção, factos históricos e testemunhos pessoais, colocando o leitor entre aqueles que, por vontade própria ou por força das circunstâncias, lutaram nas frentes de batalha. O que resulta é mais do que um romance sobre a guerra civil, é um retrato de homens e mulheres em tempos de guerra.
Indicado para: abordar e denunciar os efeitos da guerra: a violência, a destruição, a morte, a injustiça, a miséria, o absurdo, a loucura, o facciosismo, a desumanização; combater a perda de memória histórica e a manipulação ideológica
Efeitos secundários: acréscimo de cultura geral sobre a História recente de Espanha e sobre a Guerra Civil espanhola em particular a partir da ficção; sentimentos de horror, revolta e tristeza; cultivo de uma postura pacifista e humanista
Posologia: Leitura mínima de um capitulo por dia.