«Contra a interpretação» é um dos mais célebres ensaios de Susan Sontag e o que dá título à sua primeira coletânea de ensaios e recensões, publicada em 1966. Sobre estes escritos, Sontag observou que escrevia «com fervorosa parcialidade, acerca de problemas que […] suscitavam certas obras de arte, maioritariamente contemporâneas, de géneros diferentes: queria revelar e clarificar os pressupostos teóricos subjacentes a determinados juízos de valor e gostos». Entre eles, encontram-se «A morte da tragédia», «Notas sobre o camp», «Marat/Sade/Artaud» e «Sobre o estilo» (publicados na Partisan Review); «Os Cadernos de Camus» e «Ionesco» (New York Review of Books); «O artista como sofredor exemplar» (The Second Coming); «Uma cultura e a nova sensibilidade» (Mademoiselle); e «A imaginação da catástrofe» (Commen-tary), para nomear apenas alguns.
Indicado para: aliviar crises de intelectualismo; moderar a dissecação exaustiva do conteúdo da arte; conter a vontade de domesticar e perverter a função original da arte; priorizar o estilo e a forma em detrimento dos conteúdos ocultos da arte; treinar o pensamento crítico
Efeitos secundários: dessacralização da arte; abertura e disponibilidade para usufruir da arte sem preconceitos ou complexos de inferioridade; maior predisposição para uma fruição subjectiva, existencial e sensorial da arte; incremento da vida cultural; aumento da cultura geral; sentimentos de satisfação e acréscimo de autoestima
Posologia: se preferir, pode diluir a leitura de um capítulo por dois dias.