Toni, um professor de Filosofia zangado com o mundo, decide pôr fim à vida. Por mais livros que tenha lido, Toni confessa que há coisas que não entende, e acredita que já viveu o que tinha de viver. Meticuloso e sereno, escolheu a data: dentro de um ano. Até lá, tentará colocar todos os seus assuntos em dia e descobrir as verdadeiras razões desta resolução. Mas apenas o regresso dos andorinhões, na primavera, confirmará se tomou a decisão certa.
Durante a contagem decrescente que vai de 1 de agosto de 2018 até à data escolhida para o suicídio, Toni desfaz-se gradualmente dos seus pertences e, todas as noites, no apartamento que partilha com a cadela Pepa, dedica-se a escrever uma crónica pessoal, dura e descrente, mas não menos terna e cheia de humor.
Na sucessão de episódios amorosos e familiares de uma constelação humana viciante, Toni, um homem desorientado, mas determinado a contar as suas ruínas, dá-nos, paradoxalmente, uma lição de vida inesquecível.
Indicado para: lidar com episódios de egoísmo, fricção na relação com os outros, mesquinhez, ódio, misoginia, sarcasmo, desamor, amargura, indignação, pessimismo, frustração, desorientação, desistência, falta de autoestima e desencanto geral com a vida
Efeitos secundários: momentos de profunda introspecção, reflexão e autocrítica; recuperar de memórias; propensão para balanços de vida; apaziguamento face às rotinas e à normalidade/banalidade da vida; lucidez, esperança, dignidade e bom humor
Posologia: leitura de 15 a 20 páginas entre o jantar e o deitar