Ninguém ousará fazer passar Vladimir Putin por um intelectual. E, no entanto, o antigo espião que tomou as rédeas do maior arsenal nuclear do mundo gosta de citar filósofos em alguns dos seus discursos.
O seu desejo de deixar marca na história bebe influências e ideias de origens diversas e por vezes até contraditórias: da herança soviética com pretensões de ordem científica ao pensamento reaccionário dos arautos de um imperialismo russo. Por entre este mar de referências, Putin, como este livro demonstra, pode ser lido como uma sinistra personagem de Dostoiévski.
Indicado para: apreender as intenções e os objectivos o líder russo; compreender as fontes ideológicas e as ideias dominantes de Putin (Império/Confronto com o Ocidente/Guerra); reflectir sobre o neoconservadorismo, o autoritarismo, o patriotismo, o neoliberalismo e a instrumentalização da religião
Efeitos secundários: sentimentos ambivalentes de inquietação e fascínio; acréscimo de cultura geral sobre a Rússia; lucidez
Posologia: reservar para ler num fim de semana.