Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada.
Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui ?
Nunca a boa literatura teve tanta importância na vida e na formação de leitores atentos ao mundo. E nunca Mario Vargas Llosa
foi tão sábio e eloquente.
Este livro resulta das conversas que decorreram nos encontros com um pequeno e estimulante grupo de alunos da Universidade de Princeton, que, nas palavras de Vargas Llosa, sabiam mais da construção da sua obra do que ele próprio. Há, assim, a perspetiva do autor, que revela o processo criativo na base dos seus romances; a de Rubén Gallo, que analisa os diferentes sentidos que as obras de Vargas Llosa assumiram no momento da publicação; e a dos estudantes, cujas reflexões e interrogações dão voz a milhões de leitores de Vargas Llosa.
Subordinados ao grande tema «literatura, jornalismo e política», há digressões por outros subtemas que foram sendo introduzidos e discutidos de forma muito fluida e informal, mas sempre com grande rigor e profundidade: teorias do romance, jornalismo e literatura, a ameaça do terrorismo no século XXI - além das histórias e das muitas personagens de livros que mudaram o destino da literatura.
O livro encerra com um texto de Vargas Llosa escrito depois dos atentados à redação do Charlie Hebdo e ao Bataclan, em Paris.
Indicado para: uma primeira abordagem ou o aprofundar a obra de Mario Vargas Llosa; aprender sobre o processo criativo da escrita de ficção; reflectir sobre a relação entre História, política e ficção; reflectir sobre o papel da imaginação e da fantasia na literatura baseada em factos históricos.
Efeitos secundários: vontade de (re)ler a obra de Mario Vargas Llosa, nomeadamente: “Conversa na Catedral”, “A Festa do Chibo”, “História de Mayta”, “Quem Matou Palomino Molero” e “Peixe na Água”; consciência da autonomia da Literatura em relação à realidade.
Posologia: ler a gosto, sem condicionantes.