Corbin College, não exatamente no norte do estado de Nova Iorque, inverno de 1959-1960: Ruben Blum, historiador judeu - mas não historiador de judeus - é designado para integrar um comité de seleção que vai analisar a candidatura de um académico israelita exilado, especializado na Inquisição da Península Ibérica.
Quando Benzion Netanyahu - pai de Benjamin Netanyahu, que viria a ser primeiro-ministro de Israel - comparece a uma entrevista levando consigo a mulher e os três filhos, Blum recebe relutantemente em sua casa uns hóspedes cujo comportamento põe em causa o seu estilo de vida americano. Misturando ficção com não-ficção, o romance de ambiente universitário com a aula magistral, A Família Netanyahu é uma comédia desenfreadamente inventiva e irreverente de integração, identidade e política, que apresenta ideias e conflitos tão voláteis quanto a sua trama é segura.
Indicado para: purgar frustrações, ressentimentos e recalcamentos com origem na vida académica/universitária; aprofundar o conhecimento acerca da história, sociedade, cultura, identidade e diáspora judaica, nomeadamente nos EUA; refletir sobre o antissemitismo, o sionismo e o holocausto;
Efeitos secundários: acréscimo de cultura geral; curiosidade pela história dos judeus na Península Ibérica; novas perspectivas acerca do Estado de Israel; reflexão sobre as consequências da parentalidade autoritária; prováveis gargalhadas;
Posologia: Leitura mínima de um capítulo por dia.