Sessão de apresentação do
livro Autobiografia, de José Luís Peixoto,
na Livraria Bertrand de Aveiro.
Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.
A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa que, a partir de certo ponto, não se imagina como poderá terminar. José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, simultaneamente, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.
Pilar del Río
garante que, neste livro, “surge uma história de encontros e desencontros
numa atmosfera que às vezes lembra, em outro tempo e circunstância, a que José
Saramago criou para contar a vida de Ricardo Reis e Fernando Pessoa durante o
ano em que ambos morreram”. Ao contrário de Saramago, no entanto, a
história de Peixoto não é sobre a morte, mas sobre uma vida que começa
com brios e desejos.