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Exposição “Censura dos livros impressos nos séculos XV a XIX”

A Biblioteca Nacional inaugurou no passado dia 25 de fevereiro a exposição “Bibliotecas limpas - Censura dos livros impressos nos séculos XV a XIX”, que estará patente até dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro.“Os livros são feitos para serem lidos. Mas nem tudo pode ser dito. Daí que, em todos os tempos e em todos os lugares, existam formas de controlo para impedir a circulação de certos conteúdos, textos escritos e não só. Há mil maneiras de prevenir o mal, e outras mil de o reprimir, quer na era dos papíros, quer na da Internet. A exposição Biblioteca limpa: censura dos livros impressos nos séculos XV a XIX visa mostrar e explicar como se desenrolou, em Portugal durante o período marcado pela ação do Tribunal do Santo Ofício, ou Inquisição (1536-1821), a repressão dos livros impressos. Quando se fala em censura de livros, pensamos logo nos meios mais expeditos: fazer com que o objeto desaparecesse fisicamente ou que a sua circulação fosse impedida. Nesse caso, macrocensório, é todo o conteúdo que fica inacessível. Mas havia casos pontuais: eram palavras, frases ou passagens de maior ou menor extensão que convinha suprimir dentro de uma obra para que esta pudesse continuar a ser lida. É do intervencionismo microcensório que se trata.

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Rússia | 3 Sugestões de Leitura

“Rússia invade Ucrânia e atira Mundo para nova Guerra Fria”. Foi esta a bomba que nos assombrou às primeiras horas do dia 24 de fevereiro de 2022. Muitos já não julgavam ser possível, em pleno séc. XXI, acabados de sair de uma pandemia que nos enfraqueceu a esperança e as perspetivas, assistir a um conflito bélico com estas características. Julgávamos que a História nos teria já ensinado que erros não voltar a cometer – ou que erros não deveríamos deixar cometer. Num mundo dominado pelo digital, e pela realidade a acontecer em direto no ecrã que já tem lugar cativo na palma da nossa mão, urge também conhecer a História, para compreender o presente. É imperativo que não nos deixemos cair na tentação da opinião fácil e desinformada, cada vez mais comum no palco das redes socais. Por isso mesmo, sugerimos 3 livros que podem ajudar a compreender as raízes e o contexto de um dos acontecimentos mais terríveis desde a II Guerra Mundial.

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Luísa Costa Gomes vence prémio Correntes D’Escritas 2022

A escritora portuguesa Luísa Costa Gomes venceu hoje o Prémio Literário Casino da Póvoa 2022, atribuído à obra Afastar-se - Treze Contos sobre Água, no âmbito do encontro literário Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim. O júri do concurso, constituído por Ana Maria Pereirinha, Carlos Quiroga, Carlos Vaz Marques, Isabel Lucas e Isabel Pires de Lima, destacou a “coerência na diversidade deste livro de contos, género em que a autora se tem destacado ao longo de 40 anos de vida literária, bem como a constante procura da forma adequada que Luísa Costa Gomes persegue em cada conto”, reforçando que “No domínio da escrita, o trabalho da autora persiste com rigor constante". Esta foi a primeira vez que o principal prémio dos encontros Correntes d'Escritas foi atribuído a um livro de contos.

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"Comboios rigorosamente vigiados" reeditado ao fim de 30 anos

O clássico da literatura do pós-guerra Comboios Rigorosamente Vigiados (1965) do escritor checo Bohumil Hrabal (1914-1997), que teve apenas uma publicação em Portugal, pela Caminho, há mais de 30 anos, chegou este mês às livrarias, editado pela Antígona. Considerado uma pequena obra-prima de humor, humanidade e heroísmo, este é o segundo livro do autor checo que a Antígona publica, depois de Uma Solidão Demasiado Ruidosa, com tradução direta do checo de Anna Nemcová de Almeida.

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Correntes d'Escritas retoma formato presencial

O evento literário Correntes d’Escritas, que tem início hoje, 23 de fevereiro, na Póvoa de Varzim, recupera este ano o modelo presencial, depois de, em 2021, devido à pandemia de covid-19, se ter realizado em formato online. Para esta 23.ª edição, que acontece até dia 26, sábado, na cidade do litoral norte, está confirmada a presença de 60 escritores de expressão ibérica, que vão, novamente, poder partilhar os seus livros e ideias com o público, que também regressa ao Cineteatro Garrett, palco central do evento.

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61% dos portugueses não leram qualquer livro em 2020

Mais de metade dos portugueses não lê livros, uma realidade que está fortemente associada à educação, já que muitos não têm memória de os pais alguma vez os terem levado a uma livraria ou lhes terem oferecido um livro. As conclusões constam do Inquérito às Práticas Culturais dos Portugueses 2020, realizado nos últimos meses de 2020 pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG). Esta é a primeira vez que é feito em Portugal “um amplo levantamento à escala nacional das práticas culturais dos portugueses em vários domínios da cultura”, destacou o administrador da FCG, Guilherme de Oliveira Martins, afirmando que este estudo nasceu precisamente da necessidade de conhecer esta realidade.

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Os livros que inspiraram os filmes nomeados para os Óscares

As nomeações para a 94.ª edição dos prémios da Academia norte-americana das Artes e Ciências Cinematográficas foram conhecidas esta terça-feira. Conheça o Poder do Cão, Duna, West Side Story e Beco das Almas Perdidas, algumas das obras que inspiraram os filmes que estão nomeados.

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"A Poesia não é crime"

Os portugueses Jacinto Lucas Pires e Samuel F. Pimenta figuram entre cerca de 300 escritores e artistas que assinaram uma carta aberta ao Presidente do Ruanda, Paul Kagame, expressando preocupação com a atual situação do poeta ruandês Innocent Bahati. “Nós, os escritores, poetas e artistas abaixo-assinados de África e de todo o mundo, gostaríamos de expressar em conjunto a nossa grande preocupação com a vida e o paradeiro do poeta ruandês Innocent Bahati, desaparecido desde 7 de fevereiro de 2021”, lê-se na carta aberta, uma iniciativa do PEN International.

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João Reis nomeado para prémio literário internacional de Dublin

O escritor português João Reis é um dos 79 nomeados para o Prémio Literário Internacional de Dublin 2022, com o livro Bedraggling Grandma with Russian Snow. O autor português faz parte da lista longa escolhida por bibliotecas de todo o mundo, na qual constam autores oriundos de 40 países. As nomeações incluem 30 romances em tradução, abrangendo 19 línguas, e 16 romances de estreia. Em comunicado, João Reis esclareceu que esta versão do seu romance “foi escrita em inglês e não está ainda disponível em português”.

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