"Creio que foi o sorriso", de Eugénio de Andrade

Por: Bertrand Livreiros a 2017-04-28 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001. Morreu a 13 de junho de 2005 no Porto, cidade que o acolheu mais de metade da sua vida.

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Hoje, dia 28 de abril, é o Dia Mundial do Sorriso. Há lá coisa melhor do que o começar a sorrir, com este poema de Eugénio de Andrade e, ainda por cima, dito pelo próprio?


 

‘Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.’

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