É urgente contar histórias às nossas crianças

Por: Bertrand Livreiros a 2023-01-02

Mia Couto

Mia Couto

Nasceu na Beira, Moçambique, em 1955.
Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama.
Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt.
Em 2020 foi galardoado com o Prémio Jan Michalski de Literatura, atribuído anualmente pela Fundação suíça Jan Michalski, tem o valor monetário de 50.000 francos suíços e inclui também uma escultura em madeira do artista nigeriano Alimi Adewale, e distingue a trilogia As Areias do Imperador, publicada em Portugal pela Editorial Caminho em 2015-2018.

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«Num certo inverno, o Sol deixou de se levantar e o mundo cobriu-se de escuro e frio. Sem poder caçar, sem poder plantar, a família acreditou ter chegado o fim do mundo. Kianda pensou: "É preciso contar histórias às nossas crianças."»


Perante a ameaça do fim do mundo, a única salvação possível para Kianda e Kalunga — os protagonistas do mais recente livro de Mia Couto —, é evidente: é preciso contar histórias. À semelhança de A Água e a Águia e O Beijo da Palavrinha, em O Rio Infinito, o escritor moçambicano reflete, mais uma vez, sobre o poder das palavras e a importância de contar e escutar histórias — “uma necessidade”, na sua opinião, “tão vital quanto comer ou beber ou respirar.”1 

Assim sendo, Kianda parte em busca de histórias com as quais alimentar as suas crianças, acabando por as encontrar no sítio mais antigo do planeta Terra, um sítio tão antigo como o próprio Tempo, “o mar, o rio de todos os rios, o primeiro de todos os ventres”, aquele que deu à luz a própria Vida.

A mensagem é clara: para salvarmos o planeta e a nós próprios há que escutar atentamente a natureza. Mais do que isso, são também as histórias passadas de geração em geração (ou apenas a História com H maiúsculo), que nos permitem aprender com o passado e, assim, construir um futuro melhor. 

Afinal, uma mensagem que, tal como as das melhores histórias infantis, serve tanto para crianças como para adultos; pois, tal como escreve Mia Couto em O Beijo da Palavrinha: “Não se escreve para crianças. Teremos, apenas, idade para viver em história.” 

 

“Os meninos ouviam o mar, o rio de todos os rios, o primeiro de todos os ventres. Nessa escuta, eles atravessaram a fronteira que separa a água e a luz, que é a mesma que separa o sonho e a vida. Eles sabiam onde se esconde o novelo do tempo”


1. Em entrevista ao site brasileiro Lunetas.

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