Provavelmente, já tiveste momentos em que te sentiste um pouco triste e desejaste poder ser outra pessoa. Se calhar, já olhaste para o espelho e desejaste parecer-te mais com as pessoas que vês na televisão. Ou, então, já te sentiste invisível ao pé de alguém mais popular, e desejaste que reparassem mais em ti. Seja qual for o teu desejo, a verdade é que todos nós já nos sentimos assim. Até mesmo a Telma.
Telma, o unicórnio é um livro sobre um pónei, a Telma, que sonha ser um unicórnio. Apesar de o seu melhor amigo, o burro Óscar, lhe dizer que ela é perfeita tal como é, a Telma acha que ser um unicórnio lhe traria a fama e a felicidade que sempre desejou. Um dia, decide fingir que é um unicórnio, colocando uma cenoura no nariz e cobrindo-se de tinta cor-de-rosa e purpurinas, e torna-se, de imediato, uma celebridade. Mas a fama não lhe trouxe a felicidade que ela pensava que traria.
Cansada de ser constantemente perseguida pelos fãs e criticada por desconhecidos, começa a perceber que a vida de celebridade pode ser um pouco complicada. Sente saudades de sair à rua sem que a conheçam, de poder ir às compras sem que lhe tirem fotografias e, principalmente, sente falta da única pessoa que sempre a aceitou como ela era - o seu amigo Óscar. Embora achasse que ia sentir-se especial, sente-se sozinha e mais triste que nunca e, por isso, decide voltar a ser um pónei.
No final, a Telma aprende lições valiosas com as quais todos nós podemos aprender. Em primeiro lugar, aprende que é preferível ter a amizade verdadeira de um, do que a admiração de muitos. Em segundo, aprende que é mais importante ter um amigo que a aceita apesar dos seus defeitos, do que um admirador que conhece apenas as suas qualidades.
Para além disso, aprende a lição mais valiosa que poderás aprender ao longo da tua vida: que o que te torna especial é que, no mundo inteiro, não há outra pessoa como tu; que o que te torna único, é que, por muito que os anos passem, não voltará a nascer alguém exatamente igual a ti. E não há nada mais bonito do que seres exatamente quem és … assim mesmo, sem purpurinas.