Os jovens que façam 18 anos em 2023 terão direito a um cheque-livro, no âmbito de uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) para pôr os mais novos a ler.
“Em entrevista à TSF/Jornal de Notícias, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, explicou que o cheque-livro vai mesmo avançar, mas apenas para um livro. A proposta inicial, apresentada formalmente em maio de 2022, era a de atribuir, a cada cidadão que more em Portugal e que faça 18 anos, um cheque no valor de “100 euros para a compra de livros nas livrarias de Portugal”. Agora, o ministro fala apenas num único título.
O vale poderá apenas ser utilizado em livrarias físicas, não em lojas online, para que os jovens possam “experimentar” um livro, “replicar a experiência, não apenas da leitura, mas da compra e da escolha, deixar a cada um essa possibilidade”. Os jovens podem depois trocar o voucher pelo título que desejarem.
Em entrevista à Lusa aquando da apresentação da medida, no ano passado, o presidente da APEL, Pedro Sobral, referia a necessidade deste plano numa altura em que surge um “movimento de novos leitores, na faixa dos 18 aos 30 anos, muito alavancado pelas redes sociais”.
Há números a comprová-lo: os jovens são quem mais está a ler em Portugal (país onde a maioria das pessoas não lê, indicam as últimas sondagens) e fizeram com que em Portugal, como o Expresso tinha noticiado, o mercado nacional atingisse no ano passado o maior volume de faturação desde que os dados começaram a ser auditados, há 15 anos, tendo sido o que mais cresceu na Europa. As comunidades de leitores que foram surgindo em redes como o Instagram ou o TikTok foram alavancando o sector.
A medida será para repetir em anos seguintes? Não está ainda claro, mas parece ser esse o objetivo, com o presidente da APEL a sublinhar que o cheque-livro não deve ser uma medida avulsa, mas que esteja disponível “todos os anos”.”
Fonte: Jornal Expresso