A autora canadiana já mencionou várias vezes que a inspiração para Gilead e o mundo que vemos em
The Handmaid’s Tale
veio de vários acontecimentos do mundo real. Apesar de distópico, o mundo de Gilead não parece tão distante quanto deveria.
Gilead, uma teocracia, tenta tirar todo o poder às mulheres e limitá-las a uma existência sem voz, sem direitos, sem escolhas. Não está tão longe do que ainda acontece em alguns meios. No fundo, aquilo que
Margaret Atwood
cria é distópico, mas também soa a aviso. Aviso do que pode acontecer e aviso de que só conseguem limitar as sociedades até certo ponto.
Quando pegamos em
The Testaments
e vamos descobrindo o que aconteceu desde a última página de
The Handmaid’s Tale
temos resposta a muitas perguntas. Sentimos aflição e alívio, medo e esperança, impotência e poder.
No entanto, há uma pergunta cuja resposta nos continuará a assombrar: podemos continuar a chamar distopia a algo que soa tão próximo da realidade?