Desafiamos os autores a partilharem connosco algumas leituras, levando até aos leitores o poder terapêutico da literatura. Eugénia de Vasconcellos foi a primeira a responder ao nosso desafio, declamando um dos poemas do seu Sete Degraus Sempre a Descer.
Eugénia de Vasconcellos nasceu em 1967, em Faro. Espera não morrer, jamais, ainda que as evidências deem a morte por inevitável. É poeta. E entre um poema e outro cabem as crónicas, o ensaio, os contos e o romance.
Se tivesse de escolher um poeta, hoje, escolhia três: Camões, Whitman, Herberto Helder. É a poesia quem abre a porta ao futuro. É por isso que a morte não lhe morde os calcanhares. Autora de O Quotidiano a Secar em Verso (poesia), Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea (ensaio), Do Branco ao Negro (conto). Há traduções de obras suas em catalão, alemão, sérvio e romeno. Sete Degraus Sempre a Descer é a mais recente obra da autora, uma colectânea de poemas que, nas palavras do escritor brasileiro Marco Lucchesi, é considerada "alta poesia".
1.
«O coração, rico em fogo, arde
de amor até que o beijo termina
numa boca de cinzas.»
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