Aquilo que para nós parece uma autêntica história de terror era, na altura, um procedimento bastante normal. A dissecação foi adicionada à
Ata de Assassínio de 1752
, em Inglaterra, com o objetivo de infligir
ainda mais terror
e, assim, dissuadir eventuais criminosos de cometerem atos ilegais.
Giovanni Aldini
era estudante na Universidade de Bolonha, conhecido pelas suas experiências em animais e, posteriormente, cadáveres. Era habitual encontrar-se
Aldini
nas sombras da Piazza Maggiore, aguardando pacientemente os últimos minutos de vida dos criminosos, para depois ligar a sua bateria e começar as suas experiências. Todavia, o cientista italiano enfrentava um contratempo: em Bolonha, decapitavam-se os culpados, pelo que era impossível ressuscitar um corpo sem a sua cabeça.
Em Inglaterra, por outro lado, estes eram enfocados.
George Foster
era a oportunidade ideal, o cadáver perfeito. Assim, o italiano viajou até Londres, disposto a provar que, com a sua bateria e um corpo intacto, seria possível trazer o criminoso inglês de volta à vida.
Aldini
ligou a sua máquina e começou a trabalhar no corpo de Foster, depois de o ligar a sondas e eléctrodos, espalhados pelos braços e pernas, peito e cabeça. Rapidamente
“o queixo começou a tremer, os músculos adjacentes contorcendo-se horrivelmente, o olho esquerdo abrindo subitamente”
.
Para o público que observava estas experiências, a forma como o corpo de
George Foster
se contorcia era, certamente, um sinal de que estava prestes a ressuscitar. Mas as horas passaram, a bateria morreu e o silêncio reinou na sala do Royal College of Surgeons –
George Foster tinha morrido, na forca, e morto permaneceria
.