“Lisboa, Ainda”, de Manuel Alegre

Por: Bertrand Livreiros a 2020-03-27 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Manuel Alegre

Manuel Alegre

Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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O poeta Manuel Alegre assinalou o Dia Mundial da Poesia, celebrado no passado dia 21 de março, com a publicação, na sua página no Facebook, de um poema inédito, dedicado a uma Lisboa que, em tempos de pandemia, ainda resiste.


 

O poeta assumiu esta publicação também como um gesto de resistência. “É preciso levantar a moral das pessoas, em circunstâncias destas”, declarou ao jornal Público. “Vejo aqui o jardim em frente à minha casa deserto, as imagens das ruas desertas, as pessoas em casa mas a bater palmas aos médicos, aquelas manifestações em Itália. As pessoas aqui em Lisboa estão em casa e de quarentena, no fundo estão a sobreviver  e também a resistir. E aqui tem um papel a cultura, a arte, a música, a poesia, porque eu acho que isto levará a mudanças muito grandes”, concluiu.

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