«Meus queridos netos, não vos escrevo estas palavras com a sabedoria da idade, porque tenho 34 anos neste momento em que só vos imagino. Mas se me permitem um conselho, nunca percam a esperança. o ano que aí vem pode vir a ser tão ou mais difícil do que este que agora termina. Mas a avó escolhe a esperança antes do medo. E nesta passagem de ano ninguém vai apanhar-me desprevenida. Estarei concentrada na contagem, sincronizada com um qualquer canal de televisão generalista, com as doze passas na mão à espera da chegada da meia-noite. Talvez até siga os conselhos da vossa bisavó e use roupa interior azul. E, em cada passa, colocarei um desejo. Um deles será poder um dia entregar-vos esta carta em mãos e dizer que tinha razão, que no final venceu a esperança.»
Indicado para: aliviar estados de cansaço extremo, stress, tensão, solidão, saudade ou melancolia; moderar quadros de elevada exigência/expectativa para consigo mesmo e de pressão para a conformidade face a padrões impostos por terceiros; conter a arrogância, o exagero, o egoísmo, a vaidade e a futilidade; estimular o pensamento crítico sobre a sociedade portuguesa;
Efeitos secundários: forte sentimento de identificação e empatia; relaxamento, apaziguamento e acréscimo de bem-estar; reforço da autoconfiança;
Posologia: leitura mínima de uma crónica por dia.