Tóquio, era Meiji. Na época que modernizou o Japão, um gato vagueia pelas ruas da cidade e é adotado, contra a sua vontade, pelo professor Kushami, um homem mal-humorado cuja vida perdeu todo o interesse. Protagonista do romance que imortalizou Soseki no panteão dos autores japoneses do século XX, o orgulhoso felino não se coíbe de observar todos os humanos — a começar pelo professor, que o acolheu — e tecer tão argutas quanto mordazes apreciações sobre as personagens que desfilam à sua volta, traçando, de bigodes revirados e unhas afiadas, um retrato sarcástico e acutilante da sociedade japonesa.
Indicado para: aliviar quadros de preguiça, teimosia, arrogância, antipatia, hipocrisia, grandiosidade e individualismo; combater a cegueira face às próprias falhas e a queda para o ridículo; reconhecer a irracionalidade do comportamento humano; pensar o confronto entre tradição e modernidade;
Efeitos secundários: gargalhadas; capacidade de observação aguçada; propensão para a sátira e a mordacidade; sentimentos de empatia, compaixão e humildade;
Posologia: ler ao seu ritmo, quando for mais conveniente.